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A noite do último sábado foi repleta de grandes lutas no WGP #39, em Vitória, no Espírito Santo. Entre muitas atrações, o Challenger GP dos meios-médios (até 71,8kg) coroou um nome carimbado da organização: o paulistano Marcelo Dionísio. O lutador bateu o mexicano Luis Castañeda e o argentino Sebastian Martino, ambos por decisão unânime e venceu novamente o torneio garantindo assim uma nova chance ao título da categoria, hoje com Ravy Brunow, justamente seu último algoz.

E a ficha da conquista ainda não caiu para o paulistano. O lutador que não contava com muito apoio da torcida presente na Arena Vitória, que torcia por Weber Shrek, atleta da casa, mas foi conquistando aos poucos a atenção dos torcedores, que ao final já estavam torcendo por ele. Mas para conquistar todo esse apoio, Dionísio teve duas pedreiras em seu caminho. O primeiro desafio foi contra Luis Castañeda vencido após muito equilíbrio. Diante de Sebastian Martino o duelo foi um pouco mais tranquilo para Marcelo.

“O mexicano era muito forte e duro. Eu tentei bater de frente, mas senti que ele era até mais forte que eu. Usei a inteligência de bater e rodar. Consegui acertar uma joelhada no rosto dele e aí senti que ele começou a andar para trás, foi nesse momento que consegui impor meu jogo. A final entre Brasil e Argentina foi muito legal. O pessoal torceu muito. Ele é muito rápido, mas sinto que surpreendi todo mundo porque sempre esperam que eu vá para cima, mas mostrei que eu tenho técnica também. Lutei essa última luta com pé luxado, e mesmo assim saí com a vitória”, detalha.

Para conquistar o cinturão dos meios-médios, Dionísio vai ter que encarar um velho conhecido. O atual campeão Ravy Brunow foi seu algoz em abril, no WGP #36, quando o derrotou por decisão unânime dos árbitros na primeira chance de título do paulistano. Entretanto, dessa vez ele considera ter alcançado seu auge na carreira e acredita que os desafios diante de Castañeda e Martino eram os desafios que faltavam para se tornar um lutador ainda mais completo. Segundo Dionísio, chegou o momento de conquistar o cinturão de sua categoria.

“Sinto que o que faltava para mim eram essas duas lutas. Me deram confiança. Agora vou me preparar para lutar com Ravy, que é um atleta forte, rápido e com volume. Vou analisar as falhas e vamos para dentro. Dessa vez eu vou levar, me sinto mais preparado. Acho que estou no meu auge e esse último evento foi melhor que lutei. Evoluí muito como atleta”, conclui com otimismo.