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O posto de protagonista é uma novidade na carreira do lutador Marcelo Dionísio. Acostumado a quebrar tabus e acabar com previsões, o paulista encara nesta sexta-feira, dia 7 de abril, o desafio mais importante da sua carreira. Na luta principal do WGP #36, que será realizado no ginásio do Morumbi, em São Paulo, ele tem pela frente o atual campeão da categoria dos meio-médios (até 71,8kg) e um dos principais nomes do evento, Ravy Brunow. O WGP #36 tem início às 19h30 e será transmitido ao vivo pelo Canal Combate e Fox Sports a partir das 22h e Bandports a partir das 23h30.

Atual campeão do GP da divisão, no qual era visto como zebra, Dionísio não esconde a emoção por fazer a luta principal do maior evento de trocação da América Latina e promete surpreender.

“Eu fiz o melhor camp da minha vida para essa luta. É a chance que eu sempre quis e não pretendo desperdiçar. Acredito que é o sonho de qualquer um lutar por um cinturão do WGP. Essa semana até me emocionei ao ver um pôster na rua com meu rosto e meu nome, as pessoas me param no mercado para trocar uma ideia comigo e nem sei quem é. Tudo isso é graças ao WGP e a moral que sempre me deram dentro do evento. Da onde eu venho eu nunca esperava chegar onde eu cheguei”, conta.

Natural de São Paulo capital, Dionisio nunca teve uma vida fácil no esporte. Treinado por Tadeu San Martino, um dos grandes nomes do kickboxing nacional, ele admite lidar bem com posto de zebra, como na última participação no WGP, no qual aceitou a luta com 20 dias de antecedência e derrotou Weber Shrek e Wallace Lopes para faturar o título do GP da divisão e posto desafiante ao título. E lida bem também como o favoritismo todo para o seu oponente, Ravy Brunow.

“Eu nunca gostei de ser o favorito. Muita responsabilidade envolvida e para mim é ótimo que ele seja considerado o favorito. Ele que carrega esse peso da obrigação de ganhar e eu não tenho nada a perder, vou para o tudo ou nada. Eu já senti o gostinho da derrota no WGP e agora é a vez dele”, prevê, para completar ainda sobre as principais qualidades de seu adversário.

“Da categoria ele é o atleta que tem mais punch, tem muita força e também é bem agressivo. Vendo as últimas lutas, eu acredito que ele bota um certo medo nos adversários e isso não vai ser problema para mim. Não tenho nem uma pontinha de medo de encarar ele. Eu acho que posso superar ele tecnicamente e não só na raça como dizem. Apesar de tudo, para mim, eu sou favorito e eu estou muito confiante. Eu também tenho muito coração e se eu ver que não dá na técnica vai na raça mesmo”, afirma.

Dionisio tem uma motivação extra para o duelo com Ravy. Além de lutar em casa e viver a expectativa de cerca de 200 pessoas no ginásio só para lhe apoiar, o lutador pode vingar o atual mestre, Tadeu San Martino. Isso porque, Tadeu já foi derrotado por Ravy, no WGP #24, no duelo que marcou a conquista do título do baiano. Apesar de não dar ênfase a palavra vingança, Dionísio promete dedicar o título ao  mestre em caso de conquista.

“Em relação a essa parte da vingança eu não usaria essa palavra, estão dando muito ênfase nisso, mas a verdade é que são outros tempos. Mas, óbvio, que se eu ganhar o cinturão será dele também, junto com toda minha equipe. Sozinho não vamos a lugar nenhum. O Tadeu é meu mestre, meu amigo, o cara que me ensinou tudo que sei e me colocou no meio da luta. Já tive chances de treinar em outros lugares e nunca pensei em sair daqui, comecei e vou terminar minha carreira ao lado de Tadeu San Martino.

Com certeza, em caso de vitória vou dedicar esse cinturão a ele, não pela derrota para o Ravy e sim porque se não fosse ele não estaria ali. Eu sou fã mesmo e me espelho nele”, finaliza o paulistano. Além da disputa entre Ravy e Dionisio, o WGP #36 conta com outra luta pelo cinturão. Na divisão dos leves (até 60kg), Hector Santiago e Bruno Cerutti decidem o novo detentor do título, atualmente vago. A noite tem ainda o Challenger GP da mesma divisão, com um representante de cada país da América do Sul e que define o próximo desafiante ao título, e outros três duelos internacionais de tirar o fôlego.