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A trajetória do paulistano Paulinho Tebar no WGP Kickboxing ganhou um novo capítulo nos últimos meses. Ex-campeão peso-leve (até 60kg) da organização, ele abriu mão do cinturão em fevereiro deste ano para subir até a divisão dos super-leves (até 64,5kg). E o primeiro desafio na nova categoria será diante do ex-companheiro de treinos Wilson Djavan, no WGP #36, que acontece na capital paulista, no próximo dia 7 de abril, no ginásio do São Paulo FC. O combate marca também o retorno de Tebar ao Brasil, onde não luta desde 2014. O evento tem início às 19h30 e será transmitido ao vivo pelo Canal Combate, Fox Sports e Bandports a partir das 22h.

As artes marciais sempre fizeram parte da vida de Paulinho Tebar. Com o caratê e o judô como pilares iniciais na sua formação como lutador, o paulistano só foi apresentado de fato ao kickboxing em 2011 após dar um tempo na luta e se aventurar, sem sucesso, no mundo futebol. Com a profissionalização no ano seguinte, Tebar logo ganhou destaque e notoriedade no esporte e fez sua estreia no WGP logo na 5ª edição do evento. Desde então a carreira só progrediu, com duelos no exterior e o título da categoria dos leves, que veio após a conquista do GP da divisão, no WGP #22.

Prestes a encarar uma nova fase, Tebar lembra suas inspirações e garante motivação extra por voltar a lutar no Brasil após três anos. “Eu sempre tive grandes lutadores como inspirações, como Andy Souwer, Buakaw, Tyrone Spong. E tentava absorver as principais qualidades de cada um, sempre fui um estudioso nesse sentido. E até hoje tenho eles como motivação para um dia chegar onde chegaram”, afirma, para completar sobre a volta ao seu país de origem.

”Faz tempo que eu não luto no Brasil, lutei 2015 na Tailândia, 2016 no Japão e agora estou voltando ao WGP. Muita felicidade e gratidão, foi o evento que me abriu as portas e lutar perto da minha família, dos meus amigos é uma motivação a mais com certeza”.

Logo no retorno ao país e na estreia na nova divisão, Paulinho terá pela frente um velho conhecido. Wilson Djavan já foi seu companheiro de treinos e apesar de não nutrirem uma grande amizade, ele considera o oponente como um colega de trabalho. Ele rebateu ainda uma declaração recente do adversário de que teria sido aconselhado por Wilson a descer de divisão na época em que treinavam juntos.

“Treinamos juntos na 011, mas foi por pouco tempo. Ele falou que me aconselhou a descer de divisão, mas não lembro disso não. Eu decidi lutar no 60kg em conjunto com o Zorello e quando isso aconteceu a gente nem treinava mais junto. Não tenho muita relação de amizade na verdade, um colega de trabalho que respeito, não tem esse vínculo de amizade tão grande. Respeito ele, mas não tenho uma relação afetiva”, garante.

Um dos desafios de Tebar na nova divisão é conseguir o título da categoria, atualmente vago após a decisão do ex-campeão Emerson Falcão de abandonar o cinturão por conta de uma grave fratura na perna. Apesar disso, o paulistano garante não pensar em título agora e não vê seu caminho facilitado com a atitude de Falcão, a quem teceu elogios.

“Para ser sincero não subi de categoria pensando em título. Eu subi pensando em fazer boas lutas, é uma categoria mais concorrida e quero primeiro pensar no Djavan para depois trilhar minha história nos super-leves. Não acho que meu caminho tenha sido facilitado pela atitude do Falcão. Apesar de achar muito nobre o que ele fez e de ser um lutador de alto nível, temos grandes lutadores na divisão” afirma.

Aposta em Hector Santiago para título dos leves

Depois de deixar o cinturão dos leves vago, Tebar terá a chance de acompanhar ao vivo a definição do novo campeão da categoria. Na mesma noite que encara Djavan, Bruno Cerutti e Hector Santiago duelam pelo título até 60kg. E Paulinho não ficou em cima do muro na hora de dar seu palpite. “Meu palpite para essa disputa é o Hector. Acho ele mais forte e favorito para essa disputa. Além de palpite é minha torcida também, ele já foi meu companheiro de treino e é um cara que é além muito talentoso merece muito”, aposta.