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A noite do último sábado, dia 7 de abril, foi mais uma daquelas para ficar na memória do baiano Ravy Brunow. Em sua terceira defesa do cinturão meio-médio do WGP Kickboxing, o lutador venceu o desafiante Marcelo Dionisio na luta principal da noite e garantiu a manutenção do título da divisão. Apesar de não ter ficado 100% satisfeito com seudesempenho, Ravy tira um saldo positivo do duelo e fez um pedido especial à organização do WGP: lutar pelo cinturão mundial da WAKO, organização que gere o kickboxing no mundo.

A luta principal do WGP #36 foi muito equilibrada, com Marcelo Dionisio iniciando melhor o combate e o atual campeão tendo que correr atrás do resultado. Segundo Ravy isso fazia parte do plano em uma luta de cinco rounds, de começar mais devagar e ir aumentando a pressão ao longo do tempo. Ele ainda revelou uma grave lesão nos dias que antecederam ao duelo e a necessidade de uma infiltração no dia da luta.

“Eu me preparei para uma luta um pouco mais forte, achei que ele ia vir com muito mais gás em cima de mim. No início ele me surpreendeu com dois chutes altos, mas depois que peguei o ritmo controlei a luta. Acho que ele cansou no quarto e no quinto round e me estabilizei para vencer o combate. Não foi exatamente a luta que eu queria, lutei com uma infiltração na mão direita. Logo o início da preparação eu fraturei a mão e fiz o camp só com a mão esquerda praticamente. Não podia falar antes da luta, mas ainda bem que deu tudo certo”, conta.

O duelo com Marcelo Dionisio também garantiu a invencibilidade de Ravy no WGP. Desde a sua estreia no WGP #15, em 2013, o baiano enfileirou todos os adversários que teve pela frente. Com a vitória do último sábado somou um total de nove triunfos consecutivos dentro da organização, se tornando, talvez, o nome mais respeitado do evento, tanto pela série invicta quanto pelo domínio dentro do ringue.

“Realmente já enfrentei os melhores brasileiros da categoria e venci, mas tem uma galera que vejo com potencial para chegar ao título, como o Anderson Buzika que acabou de subir de divisão e é forte, o argentino Daniel Segovia que ganhou do Dionisio e do Munil Adriano também é um grande nome. A verdade é que tenho bastante lenha para queimar ainda na categoria”, afirma.

Apesar de já visualizar seu futuro adversário na divisão dos meio-médios do WGP, o lutador revela que só pretende defender seu cinturão novamente em 2018. Neste ano, Ravy tem um objetivo claro em mente: disputar o cinturão mundial da WAKO no Brasil pelo WGP, seja pela divisão até 69,1kg ou na categoria até 71,9kg.

“Eu deixo na mão do WGP meu próximo duelo, mas eles sabem qual é meu desejo. Desde o ano passado temos conversado para trazerem a disputa de título mundial da WAKO para o Brasil, no WGP. Eles já me fizeram essa promessa e estou aguardando. Seja em São Paulo, na Bahia ou em qualquer outro lugar do Brasil. Essa luta estou esperando há muito tempo e se eles marcarem para amanhã estarei pronto”, pede Ravy.