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A 39ª edição do WGP Kickboxing, no próximo dia 22, em Vitória (ES), será a oportunidade de muitos atletas se apresentarem em casa. Como o capixaba Weber Shrek, um dos participantes do Challenger GP dos meio-médios (até 71,8kg) que define o próximo desafiante ao título do campeão Ravy Brunow. Ele encara em uma das semifinais a sensação argentina Sebastian Martino, que impressionou com a vitória sobre Rafael Teixeira edição 38 do WGP, no último dia 1º de julho. Do outro lado estarão Marcelo Dionisio e Luis Castañeda.

Natural de Vila Velha, na Grande Vitória, Weber Shrek atuará pela primeira vez em casa no WGP. Experiente no evento ele já se apresentou sete vezes e quer se recuperar de uma sequência de três reveses consecutivos. Os números da carreira, porém, são animadores com 16 vitórias em 21 lutas. Atualmente tendo que dividir a rotina como lutador e dono de sua própria lanchonete ele revela animação com a possibilidade de atuar diante de toda sua família e amigos.​

“Lutar em casa vai ser um estímulo a mais. A galera vai estar toda do meu lado e isso com certeza vai dar um gás a mais na hora de lutar. Vai estar todo mundo lá, meus familiares e amigos, companheiros de treino. É só motivação, não me sinto nem um pouco pressionado”, afirma Shrek, que é membro da equipe Big G, do mestre Guto Nasser, e companheiro de treino da estrela principal da noite, a campeã Bárbara Nepomuceno.

Weber, que recebeu o apelido descontraído de um antigo patrão, foi um dos participantes do último Challenger GP da divisão, realizado no WGP #33, em setembro de 2016. Na ocasião, ele acabou derrotado por Marcelo Dionísio, também integrante desta edição, porém do outro lado da chave. Shrek enfrenta primeiro o argentino Sebastian Martino, de quem ele afirma saber pouco e não revelou preferência por uma revanche com Dionísio na final caso vença. “Não conheço meu adversário pessoalmente.

Vi essa última luta dele, que ele venceu. Pelo que eu vi é um atleta que bota muito volume na luta e nos golpes, o adversário, Rafael Teixeira, ficou cansado. Não reparei nenhuma fraqueza porque não consegui acompanhar a luta inteira. Como o Rafael não conseguiu impor o jogo dele, não deu para avaliar nenhum erro ou ponto fraco. Já lutei com o Marcelo e
perdi por pontos. Não conheço o mexicano. Não tenho preferência para final e estou preparado para quem vier”, encerra.

O argentino da capital Buenos Aires Sebastian Martino chega para sua segunda aparição no WGP em menos de um mês. Isso porque ele estava na última edição do evento, em Curitiba no último dia 1º de julho ao vencer outro atleta da casa, o experiente Rafael Teixeira. Aos 26 anos, Martino tem um retrospecto de 28 vitórias em 36 combates e faz seu segundo no duelo no Brasil. A atuação diante de Teixeira o credenciou com a chance de poder chegar ao cinturão da categoria.

“Na verdade, o último WGP foi um dos melhores eventos que eu já participei. Muito bem organizado e público que participa bastante. Quando entrei no ringue esqueci todo esse clima e apenas fiz meu trabalho do jeito que eu sei. Foi uma luta linda e uma grande alegria ganhar um rival duro como o Rafael, fora de casa”, relembra a última participação, para completar que não se importa com o estilo de lutas de Shrek e seus possíveis adversários.

“Normalmente, quem avalia meu adversário é o meu treinador. Ele vê os pontos fracos para pensar uma estratégia de luta e apresentar para mim. Vi poucas vezes meu adversário, mas prefiro me concentrar no meu estilo e minha luta”.

Praticante de kickboxing há nove anos, Martino iniciou a carreira no boxe, mas seu primeiro contato com o esporte foi com outra modalidade. “Comecei a lutar com 17 anos. Durante a minha adolescência eu jogava basquete. Depois perdi a motivação e comecei a lutar boxe e aí me encontrei nas artes marciais até chegar ao kickboxing”, conta.

Apesar de ser um argentino atuando no Brasil, Sebastian descartou qualquer tipo de rivalidade entre os dois países e encara o duelo diante de Weber como qualquer outro. “Acho que a rivalidade é mais acirrada no futebol. Nós sentimos internamente que é um clássico dentro do ringue, mas eu levo da mesma forma que outras lutas. Encaro adversários de todos os países da mesma forma e com o mesmo respeito, e sempre me respeitam também”, finaliza.