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O WGP #42 desembarca pela primeira vez em Bragança Paulista (SP) no próximo dia 12 de novembro recheado de confrontos eletrizantes. Um deles é entre o baiano Robson Minotinho diante do argentino Diego Freiria em uma das superlutas internacionais da noite, pela divisão dos meio-médios (até 71,8kg). Criado em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Minotinho estará quase em casa e aposta na força da torcida para emplacar a terceira vitória consecutiva no WGP. O lutador, que vem de um período de cinco meses treinando e lutando na China, festejou a experiência adquirida no Oriente para voltar ao Brasil e ir em busca do cinturão do WGP, seu maior objetivo.

Aos 24 anos, Robson Minotinho é natural de Jeremoabo, cidade do interior da Bahia a cerca de 400km da capital Salvador. Mas ainda criança, aos dois de idade, ele foi morar em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. E foi em São Paulo que teve seu primeiro contato com as artes marciais, aos 18 anos. E a paixão pelo kickboxing foi imediata. Desde então ele passou a competir no circuito amador e hoje festeja a chance de integrar o plantel de lutadores do WGP, ao lado de nomes que antigamente só via pela televisão.

“Fico muito feliz só de estar lutando no WGP. Quando comecei ficava só admirando o Ravy, Gazani, Alex Pereira lutar no WGP e hoje estou tendo a chance de me apresentar do lado desses caras. Tenho meus pés no chão e minha meta é participar primeiro do GP e depois quem sabe chegar ao cinturão”, afirma.

O apelido que carrega no nome veio depois de um acidente antes do treino. Assim como Rodrigo Minotauro, uma das lendas das artes marciais no mundo que foi atropelado por um caminhão na infância, Robson também sofreu um incidente parecido e após chegar machucado na academia ganhou a alcunha que carrega com orgulho até hoje.

Na carreira profissional, Minotinho soma sete vitórias em nove lutas. E dois desses triunfos foram no WGP. Com o objetivo de engatar uma sequência de vitórias no evento, o lutador confia na preparação feita na China nos últimos cinco meses. Depois de ser convidado para uma luta, ele acabou ficando na cidade de Chengdu e usou o período para amadurecer e aprender novas técnicas no país mais populoso do mundo. No retorno ao Brasil ele volta ao WGP para lutar perto de casa e conta com o apoio da torcida para sair vitorioso.

“O tempo na China foi de muito aprendizado, participei de um evento que lutam os maiores kickboxers do mundo. Fiquei em Chengdu, mas viajei bastante e foi um aprendizado ótimo, fiz três lutas ganhei duas e perdi uma. Agora retorno para atuar no WGP de novo, a primeira vez que vou para Bragança, mas é perto de casa e vou levar uma galera. A torcida faz diferença e pode anotar aí que minha torcida é a melhor, todo o evento que luto eles dão show”, confia.

Para o retorno ao WGP, Minotinho vai encarar o argentino Diego Freiria. E ele festejou a chance de bater de frente com um adversário do cenário sul-americano. “Vi que ele é bem maior que eu, mas já lutei com adversários mais altos e isso não me preocupa tanto. Ele tem uma mão direita bem forte, vou ficar esperto. Acho legal enfrentar um argentino, luta internacional, muito bom para minha carreira. Com certeza é uma motivação a mais, um estilo de luta diferente, até para me amadurecer como atleta. E a ideia é incendiar o ginásio, nada de luta meia boca”, finalizou.

O WGP #42 conta ainda com a disputa de cinturão dos super-médios (até 78,1kg) entre o anfitrião Diego Gaúcho e o desafiante Rodolfo Cavalo na luta principal da noite. Outro confronto que promete colocar fogo no ginásio é o co-main event entre dois dos melhores atletas da categoria dos meio-médios: Bruno Gazani e Anderson Buzika. Thiago Golden Boy e o chileno Victor Valenzuela fazem o outro combate internacional da noite.