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O posto de um dos principais personagens de uma edição do WGP Kickboxing não é nenhuma novidade para o paulista Bruno Gazani. Neste domingo, dia 12 de novembro, em Bragança Paulista, Gazani volta a ser um dos protagonistas de uma edição do evento. Ele encara Anderson Buzika pela divisão dos meio-médios (até 71,8kg) na co-luta principal do WGP #42. O duelo tem ingredientes de sobra para ser um dos melhores da noite. Os dois já se enfrentaram na edição 17 do evento, em 2013, com vitória de Gazani.

Além disso a luta acontece na cidade onde Buzika vive e treina. Mas nada disso parece incomodar Gazani, que aposta em uma luta franca e um grande show para o público. A noite reserva ainda a disputa de cinturão peso-super-médio (até 78,1kg) entre o campeão Diego Gaúcho e o desafiante Rodolfo Cavalo.

Aos 30 anos, Bruno Gazani é um rosto muito conhecido pelos fãs do WGP. E ele carrega uma trajetória curiosa, já que não percorreu o caminho tradicional da maioria dos lutadores com o primeiro contato com as artes marciais ainda na infância ou na adolescência. Fã de Mike Tyson, o paulista de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, começou no muay thai apenas aos 20 anos de idade, mas não demorou muito para migrar para o kickboxing, e desde então soma 61 lutas, com 55 vitórias e apenas 6 reveses. No WGP, ele construiu um vasto repertório também, com 12 vitórias e apenas duas derrotas.

Os dois reveses foram para o campeão da categoria Ravy Brunow, em duelos polêmicos e muito equilibrados. Para ter uma nova chance pelo título,Gazani tem pela frente Anderson Buzika e falou sobre a preparação para o duelo.

“Minha preparação está forte, um camp voltado para as dificuldades que enxergo no meu adversário, já lutei com ele uma vez e venci, mas foi há quatro anos. Ele evoluiu bastante e eu também evolui. Sei que ele é um atleta explosivo, gosta de andar para frente, trocar porrada. Então vão ser os dois buscando a vitória a qualquer custo e quem tem a ganhar é o público”, afirma.

O duelo diante de Buzika tem outras peculiaridades. O adversário estará em casa, já que é natural de Bragança Paulista, e vai para seu segundo duelo na categoria dos meio-médios. Antes ele integrava a divisão dos super-leves (até 64,5kg). Para Gazani nem a torcida a favor e nem a diferença de peso podem ser um fator diferencial para ele.

“Ele vir de uma categoria mais baixa não influencia nada, até porque ele pesa mais que eu. Não perco muito peso, mantenho quase o que bato para lutar e acho que isso não vai fazer diferença nenhuma. Quanto a lutar fora de casa estou acostumado com isso. Até gosto de lutar com a torcida contra, é uma motivação a mais ver a galera vaiando. Mas não estarei totalmente fora de casa, vai ter um pessoal de São Bernardo que vai estar torcendo por mim e tem bastante gente do interior de São Paulo que sempre me acompanha e vão estar presentes”, finalizou.

O WGP #42 conta ainda com a disputa de cinturão dos super-médios (até 78,1kg) entre o anfitrião Diego Gaúcho e o desafiante Rodolfo Cavalo na luta principal da noite. Thiago Golden Boy e o chileno Victor Valenzuela fazem o outro combate internacional no card principal que conta com outros sete duelos.