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A noite desta sexta-feira, dia 15 de dezembro, promete ser histórica para os fãs de trocação. O WGP Kickboxing faz seu último ato em 2017 com uma edição que vem dando o que falar.

Pela primeira vez fora do Brasil, o maior evento da modalidade na América Latina desembarca em Buenos Aires (ARG) com disputa de cinturão e um Challenger GP eletrizante. E em uma das semifinais, o atleta da casa Lucas Arce encara o chileno radicado no Brasil, Daniel Choque. O vencedor pegar quem passar do duelo entre o brasileiro Bruno Cerutti e o também anfitrião Facu Suarez.

Aos 26 anos, o argentino Lucas Arce é mais um dos atletas do card que estarão 100% em casa. Nascido e criado na capital Buenos Aires, o lutador que já foi campeão argentino de kickboxing por duas organizações distintas, luta profissionalmente desde os 18 anos. Inspirado no lendário pugilista Mike Tyson, Arce falou sobre a experiências de lutar em casa no WGP.

“Lutar em nosso país é algo incrível, já que todas as pessoas que nos apoiam dentro e fora do ringue vão estar presentes. Nossos entes queridos, estudantes, amigos e muitas pessoas que nos seguem esse esporte. Penso que com a chegada do WGP pela primeira vez vai revolucionar a Argentina e acho que haverá muitos mais eventos. Sou muito grato ao WGP e ao Nicolas Ryske, que nos deu o lugar para participar, é a melhor coisa que poderia ter acontecido com todos aqueles que participam do evento. Sem dúvida, o WGP será um sucesso na Argentina pela qualidade do evento e do profissionalismo”, festeja.

Com uma carreira consolidada com 24 lutas e 17 vitórias, Lucas pode ter a chance de vingar sua única derrota no WGP caso passe por Daniel Choque, seu primeiro rival. Isso porque ele foi derrotado por Bruno Cerutti no WGP #38, brasileiro que encara seu conterrâneo Facu Suarez na outra semifinal.

“Sabemos que é o Daniel é perigoso, vem de performances muito boas. Mas, junto com nossa equipe Luis Nougues, Marcelo Ledesma e Cristian Bosch, fizemos um trabalho específico para essa luta. Na outra semifinal, acho que eles são os dois muito bons lutadores e vão fazer uma guerra. Tive a oportunidade de lutar com ambos e sei que posso vencer esse GP”, confia.

Do outro lado do ringue estará o chileno Daniel Choque. Nascido em Santiago, capital chilena, o lutador de 22 anos tem história para contar. Desde os 15 anos treinando kickboxing, Choque viu sua vida mudar há pouco mais de um ano. Depois de um seminário no Chile ele foi convidado por Vinicius Bereta, lutador do WGP que também estará nessa edição, a treinar no Brasil, na equipe União ABC, em São Bernardo do Campo. A partir daí sua história no WGP começou e já são três vitórias em três lutas disputadas.

“Tenho muita confiança no camp que tive, não é fácil treinar com monstros como Bruno Gazani, Daniel Dias, Vinicius Bereta. Em relação a minha estratégia de luta nada muda, lutaremos como sempre fiz, pressionando e procurando o nocaute no primeiro round com socos precisos e contundentes. Vim ao Brasil através do Bereta e sou muito grato porque a partir dali tudo começou na minha carreira profissional”, conta.

Na carreira profissional Choque tem um aproveitamento espetacular. Foram 13 lutas e 12 vitórias conquistadas. No WGP #43 ele enfrente o argentino Lucas Arce e mostra conhecer o jogo do adversário. Choque também já tem um palpite sobre o adversário que pode encarar na final caso passe.

“O jogo do meu oponente se encaixa muito bem com o meu porque ele não é um lutador que se move muito, o que para mim é muito bom. Eu acredito que o seu forte sejam os chutes. E lutar fora da casa, para mim pelo menos, não gera qualquer pressão, luto da mesma forma na Argentina, no Brasil ou no Chile. Sobre a outra semifinal, acho que o vencedor será Bruno Cerutti. Ele já ganhou do Facu Suarez, então eu acho que posso ser o finalista com ele”, finaliza.