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Uma das trajetórias mais bonitas da história do WGP Kickboxing pode ter chegado ao fim, ou pelo menos um até breve. Mas por um bom motivo. Considerado um dos melhores lutadores peso por peso do Brasil, o paulista Alex Pereira anunciou oficialmente que deixará o cinturão dos cruzadores (até 85,1kg) do WGP após acertar um novo contrato com o Glory, maior evento de kickboxing do mundo, do qual ele é campeão desde outubro de 2017. Com o gesto de Alex, que visa dar a oportunidade para movimentar o ranking da divisão, a organização do WGP agiu rápido e marcou o embate entre Cesinha Almeida e o argentino Lucas Alsina pelo cinturão da categoria, em uma das lutas valendo título na edição especial de número 50, que acontece no próximo dia 27, em São Bernardo do Campo.

Aos 31 anos, o paulista de São Bernardo do Campo, conhecido como Po Atan, fez história no WGP. Desde a estreia, na 5ª edição, Alex somou 13 vitórias, sendo sete por nocaute e apenas um revés. Formado no evento, ele conquistou o cinturão dos cruzadores diante de Cesar Almeida, curiosamente seu único algoz e atual candidato ao título vago, na edição 25 e defendeu diante de Junior Alpha e Maycon Silva, nas edições 30 e 40. A última aparição de Alex no ringue do WGP foi em setembro de 2017, um mês antes de conquistar o cinturão do Glory ao bater Simon Marcus, na China. De lá pra cá ele emendou outras três defesas de título no maior evento do mundo, a última no mês de setembro, que culminou com um novo contrato com a organização e a consequente decisão de abrir mão do título do WGP.

“Esse é meu melhor momento da carreira, depois de defender o cinturão do WGP há um ano as coisas começaram a acontecer. Desde então foram cinco lutas em sequência e nunca tive uma fase tão boa. Deixo o cinturão por um bom motivo, todo mundo quer lutar no Glory e comigo não é diferente. Quero me manter campeão, estou representando bem nosso país e quero continuar assim. A categoria até 85kg no WGP tem vários atletas com grande potencial e não ia jamais segurar a divisão, tenho certeza que outros atletas podem seguir o mesmo caminho que eu”, afirma.

Com quase toda a carreira construída no WGP, Alex não deixou de creditar ao evento toda a projeção internacional que o levou ao posto de melhor do mundo na sua categoria.

“A sensação de segurar o cinturão por tanto tempo é muito boa, de concretização de um trabalho muito bem feito também. Estou deixando o cinturão por uma boa causa, até pra dar oportunidade para outras pessoas. Todos no WGP, seja os fãs ou a organização, sempre me colocaram lá em cima e fico muito feliz com isso, só fez com que eu crescesse e ficasse mais confiante. Não dá nem pra explicar a sensação de ser o melhor. Quero agradecer demais ao WGP, por ter me formado como lutador e ter acreditado no meu trabalho. Eu não teria chegado a lugar nenhum sem esse suporte e sou quem eu sou hoje graças ao evento. É só uma despedida do WGP, mas vou estar lá no Glory representando o Brasil mundialmente”, garante.

Torcida por Cesinha Almeida
E o posto que foi de Alex por tanto tempo terá um novo dono a partir do dia 27 deste mês. A disputa de título dos cruzadores entre Cesinha Almeida e Lucas Alsina é uma das atrações do WGP #50, edição especial que acontece em São Bernardo do Campo, curiosamente, a cidade de Alex. E ele deu seu pitaco sobre a disputa. “Eu conheço pouco o Lucas, posso falar mais do Cesinha. Já lutei com ele três vezes, é um cara muito duro e tem que ser respeitado. Já estou torcendo por ele e tenho certeza que vai assumir meu lugar com muito merecimento. Com certeza se ele vencer o título estará em boas mãos”, finaliza Alex.