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Cerca de um ano depois da sua estreia na cidade, o WGP Kickboxing retorna a Curitiba no próximo dia 27 de julho com um cenário parecido a de um ano atrás, pelo menos no que diz respeito a um dos protagonistas da noite. O curitibano Ariel Machado, estrela do Glory Kickboxing e um dos melhores do mundo na categoria dos pesados (até 94,1kg), retorna ao WGP, onde já se apresentou em três oportunidades, para encabeçar a luta principal da edição #47 diante do paulistano Haime Morais. Atual número #2 do ranking mundial do Glory na categoria dos pesados, Ariel soma um cartel de respeito. Aos 31 anos, com vasta experiência no kickboxing, ele possui 56 lutas profissionais disputadas com 49 vitórias, sendo 34 delas por nocaute.

Um desses nocautes, inclusive, aconteceu na sua última aparição no WGP, justamente na estreia do evento em Curitiba, quando nocauteou o argentino Lucas Alsina no terceiro round. Machado soma ainda títulos de campeão pan-americano e brasileiro no currículo e promete uma torcida em peso para apoiá-lo na luta principal do WGP #47. Feliz com a oportunidade de se apresentar na frente de familiares, amigos e fãs, ele preferiu manter o respeito ao adversário e garante estar preparado para fazer uma luta para entrar na história do WGP. Confira a entrevista completa abaixo.

 Lutar no WGP 

– A expectativa é a melhor possível, me amarro em lutar no WGP. Infelizmente não é sempre que o evento pode vir para Curitiba, mas estou amarradão, lutar em casa com o apoio da galera e contra um atleta duro como Haime é uma honra. O melhor presente que posso dar para os meus fãs é dar meu máximo para que eles possam curtir uma luta desse nível aqui em Curitiba.

 Preparação 

– Sempre me preparo na parte técnica com o Julinho Borges na Hemmers Gym e a parte física com o Madson Ramos, que é também um head coach que tenho. Além do pessoal da academia CWB Fight Club que eu treino e deixa sempre preparado e bem amparado. Treinar nunca foi problema para mim, gosto e sempre tive facilidade, principalmente a parte física. Treino porque eu gosto, não vejo como obrigação, e isso faz com o que esteja sempre bem preparado. Para mim a melhor parte do dia é treinar, zero obrigação.

 Carreira internacional e desafio de lutar no Brasil 

– Hoje sou um dos melhores do mundo na minha categoria graças a um trabalho duro que fiz minha vida toda, mas temos que estar sempre se reinventando. Não adianta achar que porque está lá em cima, lutando no exterior a gente vai pegar moleza aqui. Sempre digo que lutar aqui no Brasil é mais difícil, o brasileiro tem muita raça, muita vontade, já sofremos desde cedo e nossa característica é essa força, a garra. Então sempre que enfrento um brasileiro sei que vai ser uma luta dura.

 Haime Morais 

– O Haime é um dos melhores atletas da categoria, só atrás do Micheletti que é o campeão. Mas acho que os dois tem nível para estar nos maiores eventos do mundo. Acompanho a carreira dele há muito tempo, já o vi lutar muitas vezes no WGP e em eventos antigos, já lutou contra alguns companheiros de equipe. O Haime é perigoso, tem um boxe duro e muita vontade. Acho que tenho um jogo mais sólido que o dele, mais armas que ele na luta, mas jamais vou desmerecer porque é um atleta que há qualquer momento pode nocautear, pode surpreender. Tenho que entrar ligado, partir para cima e não deixar ele crescer na luta.

 Luta em Curitiba  

– Lutar em casa é um prazer, para o atleta que luta fora e volta a lutar em casa com familiares e amigos por perto é muito prazeroso. Claro que tem a pressão a mais, todo mundo assistindo, mas é o que amo fazer, o que eu treino pra fazer e ter a chance de dar um show para as pessoas que eu gosto, ao vivo, não tem coisa melhor. Quero acordar no dia e acreditar que vai ser a melhor luta da minha vida. Espero que o Haime venha com a mesma proposta também e que possamos dar um espetáculo para todos.

 – Acho que temos tudo para fazer a melhor luta do evento, até entrar para a história do WGP. Somos dois atletas que procuramos o combate, vamos fazer o show acontecer. A galera paga para ver espetáculo e podem ter certeza que da minha parte vão ver show e se tudo der certo um nocaute.

 Planos para depois da luta 

Meu plano depois dessa luta é voltar a competir no Glory, depois da minha última lesão e problemas pessoais tive que me afastar. No momento estou totalmente focado na luta contra o Haime, eu nem penso em outra luta, nem em outro evento. Meu foco é dia 27, vencer essa luta. Só penso no Haime, treino pensando na luta, durmo pensando na luta e o futuro deixo para depois do dia 27.