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O momento ainda é de comemoração para o mais novo campeão do WGP. E não poderia ser diferente. Com atuação milimétrica e letal na mesma medida, Bruno Gazani venceu Marcelo Dionísio e faturou o título dos meio-médios (até 71.8kg) na edição 44, com méritos de sobra.

Poucos dias depois da maior conquista da carreira, batemos um papo franco com o lutador da União ABC para saber mais detalhes sobre o combate, futuro, planos e adversários. Confira.

Dá para dizer que a atuação contra o Dionísio computou o seu ápice em aproveitamento de golpes. Vocês mudaram algo neste camp de treinamentos, ou isso foi consequência da vivência dentro do ringue?

Treinei muito volume (de golpes) com prioridade na força e explosão foi o diferencial da vez. Durante a luta também vem o feeling de momento, de acertar um bom golpe e ir para cima. Entraram dois socos em cheio logo no começo e tentei definir. No geral, fui disposto a atacar mais. Vinha de duas lutas por cinturão nas quais achei que fui melhor, mas as vitórias foram para os adversários. Desta vez, busquei esse ‘algo a mais’ para não deixar dúvidas, e isso se traduziu nesse volume de golpes bem intenso desde o início.

O knockdown logo no primeiro round frente a um lutador tão conhecido pelo poder de absorção de golpes te surpreendeu?

De forma alguma. Impus ritmo forte e com intenção de nocaute em cada movimento. O que surpreendeu foi ele ter ficado de pé depois de tanto castigo (risos). Ele foi um grande guerreiro. Aguentou até o final e isso valorizou ainda mais a minha vitória.

Minotinho ganhou a vaga como próximo desafiante. Vocês vêm da mesma linhagem marcial. Como você vê esse desafio?

Somos da mesma escola. O fato de eu ter o cinturão e ele ser o próximo desafiante só atesta que nosso trabalho tem sido bem feito. Vi esse menino crescer no kickboxing, e fiquei muito feliz que venceu o Challenger GP. Quanto à luta, sou profissional e campeão do WGP, tenho de lutar com quem estiver na minha frente.  Mas vamos resolver internamente. Nossos mestres vão sentar e conversar sobre o que será feito. E acataremos o que eles decidirem, sem problemas.

Que outros caras da categoria você vê como ameaças em potencial para esse ano?

O meio-médio é a categoria mais difícil do WGP na atualidade. Tem muitos atletas de qualidade. Minotinho, Dionísio, Buzika, Wallace Lopes, Daniel Dias, além dos argentinos que sempre fazem combates duros. Qualquer um tem nível de cair em uma disputa de cinturão e ser páreo duríssimo.

O que você achou da atitude do Ravy Brunow em invadir o ringue e já pedir a disputa de cinturão contra o Gaúcho?

Valeu a promoção, com certeza. Achei engraçado o jeitão que subiu e chamou o (Diego) Gaúcho para a briga. Vai ser uma grande luta. O campeão é muito explosivo e o Ravy também é muito forte. Quero estar na primeira fileira quando esse combate acontecer.