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O combate mais aguardado da próxima edição do WGP Kickboxing coloca frente a frente dois pesos-pesados de respeito. Protagonistas da edição 47, em Curitiba, Ariel Machado e Haime Morais se encaram na luta principal da noite em momentos distintos da carreira, mas com um mesmo objetivo em comum: sair com a mão erguida no próximo dia 27 de julho. O WGP #47 tem início às 18h50 e conta com transmissão ao vivo do Fox Sports, Bandsports e Canal Combate a partir de 21h30.

O paulistano Haime Morais já fez seis duelos no WGP e só foi derrotado em duas oportunidades, ambas para o campeão da categoria Felipe Micheletti. Mais forte do que nunca, como ele mesmo se define, o lutador visita um dos grandes nomes brasileiros do Glory, maior evento da modalidade no mundo, na sua cidade natal motivado por uma preparação diferente, um sonho de uma nova chance de título contra Micheletti e uma motivação que para muitos se tornaria pressão. Veja o que disse Haime a menos de um mês do grande duelo.

Expectativa para a luta

– Expectativa é a melhor possível, em Curitiba melhor ainda. Já lutei três vezes lá e adoro a cidade, é um prazer enorme estar lutando lá. Sem contar que é uma das cidades-berço da trocação no Brasil e só tem gente boa. É uma grande desafio chegar lá para fazer a luta principal da noite.

Preparação

– O principal foco foi sem sombra de dúvida foi ter voltado as minha origens. Voltei a treinar meu primeiro professor de kickboxing, o Gilmar ‘China’, é um cara sensacional, já treinei com muita gente, mas bom que nem ele eu nunca vi. Na preparação ele está ali do lado, acha os pontos positivos e negativos do teu round, durante a luta só de olhar pra ele já sei o que quer. Além da experiência internacional, sabe o que está falando, confio muito nele.

– Sinto que estou na minha melhor fase, me sentindo mais forte do que nunca. O Gilmar me passa uma motivação durante o treino que não sei nem explicar. A minha casa fica a 40km de distância da academia do Gilmar e muita gente me pergunta porque estou indo tão longe para treinar, e eu sempre respondo que vale a pena, de tão bom que é o treino.

Perda de peso e alimentação

– Outro fator muito importante é a minha alimentação. Geralmente peso 105kg e para lutar na categoria até 94kg eu tenho que entrar em uma dieta regrada. Cumpro certinho o que meu nutricionista passa e isso acaba me deixando mais forte do que se eu fosse lutar nos pesados e pudesse comer o que quisesse por exemplo. A verdade é que gosto muito de comer besteira, então quando tenho que descer de peso faço a dieta e me sinto ainda mais preparado. Objetivo é chegar bem fisicamente, porque isso puxa minha parte psicológica também, me sinto mais forte e confiante.

– O que eu mais escuto na preparação é para não ir no restaurante que costumo ir, porque é um restaurante de comida nordestina e sempre me acabo. Então meus amigos me ligam e antes de perguntar como está a preparação falam para não ir no Barnabé (nome do restaurante) (risos).

Ariel Machado

– O Ariel é um atleta de ponta, luta no maior evento do mundo, com uma parte física espetacular. Ele é forte e agressivo, que tem muito a ver com meu estilo de luta. Eu tenho a mão muito forte e ele tem um chute muito forte e quando a luta começar vamos ver as estratégias. Somos dois atletas super agressivos e dificilmente vai pra decisão, acredito em nocaute para um dos lados.

Próximo passo em caso de vitória

– Vejo que a vitória me credencia para uma nova disputa de título sim, a última luta com o Micheletti foi uma lutaça, recebi muitas mensagens de parabéns. Isso é muito gratificante para um atleta, motiva muito. Uma luta entre nós dois seria uma das lutas mais aguardadas, porque querendo ou não perdi pra ele duas vezes. A primeira eu não estava bem e segunda foi pau a pau, não acho que eu ganhei porque levantaram a mão dele. Eu penso assim, se não levantaram minha mão, eu não ganhei. Na próxima luta minha experiência, minha vontade de vencer é outra. A cada luta que passa me sinto melhor.

Disputa de título e novo encontro com Micheletti

– Todo mundo sabe que o Felipe Micheletti é um excelente atleta e apesar da minha boa atuação na última luta sinto que para ganhar dele preciso mudar meu jogo. Se eu utilizar as mesma armas vou acabar perdendo de novo, infelizmente meu estilo não bate com o dele. Eu espero ter uma nova chance e dessa vez vou fazer diferente para sair com o cinturão.

Lutar fora de casa

– Não sinto pressão alguma em lutar fora de casa, até prefiro. Tem um pessoal aqui de São Paulo que vai para prestigiar o evento e torcer por mim. Pessoas que eu gosto e que quero do meu lado vão estar lá. Lutar em Curitiba já é uma motivação, povo adora lutas, o reconhecimento é muito importante e sei que vão fazer isso.