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A primeira edição do WGP em 2019 foi marcada por muitas emoções. Entre novos e velhos campeões coroados na noite do último dia 6 de abril, um atleta ganhou a chance que tanto esperava. O argentino Leo Corrales bateu o boliviano Renzo Martinez em uma das lutas mais empolgantes do WGP 53 e garantiu a chance de disputar o cinturão dos leves diante do campeão Diego Piovesan. E o atleta de apenas 22 anos falou sobre a sensação de chegar ao topo da categoria, de mais um duelo no Brasil e como prevê a batalha diante do atual detentor do título.

Argentino de Buenos Aires e radicado em Corrientes, Corrales vem em ótima fase na carreira. No WGP foram três aparições e três triunfos. Invicto há 11 lutas na carreira, sendo dez vitórias e um empate, o argentino estreou no WGP com um lindo nocaute sobre Gustavo Piacentini. Depois encarou o compatriota Lucas Arce em casa, na Argentina, e levou a melhor por decisão unânime. E no último evento a vítima foi o boliviano Renzo Martinez, outro jovem atleta que vinha em ótima fase no evento e também era apontado como um dos prováveis desafiantes da categoria. Posto que Leo confirmou para si ao bater Martinez. E a luta foi apontada por muitos como a melhor da noite.

“Foi uma luta espetacular, aproveitei do início ao fim. Desde que deixei a Argentina até o meu último dia no Brasil aproveitei ao máximo essa chance e a oportunidade de estar no WGP. Em relação à luta, tudo correu como planejado, Renzo é um grande rival e atleta, mas eu tinha muita certeza do meu trabalho e de toda a minha equipe. Ambos sabiam as armas que o outro tinha e como iríamos usar isso. Acho que a luta é um jogo de xadrez, quem move melhor as cartas é o vencedor. Foi um trabalho em equipe fenomenal”, afirma.

Considerado um fenômeno no circuito amador da WAKO, a evolução de Leo ao longo dos anos era acompanhada por muitos, antes mesmo de estrear e vencer suas três lutas no WGP. Ao final do combate diante de Renzo, ainda no ginásio, não faltaram abordagens carinhosas e elogios a sua atuação. Mesmo sendo um argentino vencendo um boliviano no Brasil, parecia que Corrales estava em casa. E isso foi por conta da sua postura dentro do ringue, agressivo, dinâmico e muito eficaz. Mas, segundo ele, ainda tem muito o que melhorar para chegar ao seu ápice.

“Eu vi um Leo com muitas coisas para melhorar e corrigir e isso me motiva ainda mais, porque eu quero alcançar a minha melhor versão e ainda tenho muito a evoluir. Por outro lado, é verdade, tenho bastante confiança na minha equipe, comecei a trabalhar com psicologia do esporte e tem sido muito útil. Me fez ver a competição de outro ponto de vista, mudando o conceito do que realmente significa “vencer” em um combate”, conta.

Com o triunfo sobre Martinez, Leo garantiu a chance de encarar o campeão Diego Piovesan pelo título dos leves. E o argentino pregou respeito ao brasileiro, mas já se imaginou fazendo parte de um seleto grupo, que conta com um atleta muito admirado por ele: Paulinho Tebar, campeão dos super-leves.

“Piovesan é um atleta a quem respeito muito, é uma pessoa humilde e talentosa, e isso só me motiva mais para disputar o título. É um forte rival e terei que encontrar uma maneira de neutralizar essa virtude com minhas ferramentas de combate. Independente do resultado o objetivo é fazer uma luta boa, que me faça evoluir na minha carreira. Claro que muitos querem o cinturão, e eu não vou mentir, sinto o mesmo. Gostaria muito de estar na lista de campeões do WGP, ao lado de grandes nomes como Paulinho Tebar, uma pessoa que eu admiro muito e me espelho”, finaliza Leo.