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Destaque em uma noite repleta de momentos marcantes, Robson Minotinho impressionou pela fome de luta no Challenger GP meio-médio (até 71.8kg) da 44ª edição do WGP. O lutador da Coliseu Team despejou precisão e agressividade praticamente em cada minuto que esteve dentro do ringue. O fato o levou a vencer os dois compromissos da noite (contra Antônio Luciano e Mateus Gatti), por nocaute.

Com o troféu e vaga como próximo desafiante ao cinturão (agora em posse de Bruno Gazani), o atleta falou sobre os planos para este ano e o futuro desafio frente a um companheiro esporádico de treinos e que vem da mesma linhagem marcial.

Confira o bate-papo.

WGP – Era um GP, e mesmo assim você demonstrou jogo agressivo nas duas lutas, pareceu não se importar em se poupar muito. Isso era parte da tática ou coisa de momento?

Robson Minotinho – A primeira luta era para segurar um pouco e tentar ganhar nos pontos. Mas ele veio muito forte, começou a pressionar e deu muitas brechas. Aí fui para tentar nocautear logo. No segundo combate fui preparado para a briga mesmo, queria guerra, incendiar o ginásio. Deu no que deu.

 Você e o Gazani são parceiros ‘indiretos’ de treino. Como será agora que terão de se enfrentar? Profissionalismo acima de tudo?

Quando comecei a treinar o Gazani já era profissional. O treinador dele (Danilo William) é mestre do meu treinador. Ele me viu crescer desde quando comecei no amador. Mas não estou pensando muito nesse combate agora, ainda estou curtindo e comemorando o troféu do Challenger. Vou deixar para nossos treinadores decidirem se vamos realmente lutar. Se acontecer, garanto que vai ser a melhor luta da história do WGP.

De onde vem tanto ímpeto de nocautear?

É algo muito particular. Comigo não tem essa de pontuar ou colocar volume (de golpes). Só fico satisfeito provando que sou melhor que meu adversário se eu o nocautear. Se vai para a decisão dos juízes, parece que falta algo, até me sinto mal. Se eu aplicar 200 golpes, todos serão para machucar. Acho que sempre será assim.

Agora que está ‘nas cabeças’, como analisa a categoria meio-médio para a temporada 2018.

Acho que é a divisão mais difícil do WGP na atualidade, tem muita gente competente. E isso é bom, porque te obriga a ficar cada vez mais forte. É a melhor categoria para um atleta amadurecer. Todos gostam de luta dura, que nos faz crescer profissionalmente. Quero fazer atuações sólidas para meus fãs e também ter a possibilidade de lutar nos eventos de fora.

Seu padrão de luta é bastante compacto, lembra o de caras como o Masato, com combinações mais explosivas e menos espaço para a dinâmica. Quem são suas principais referências no kickboxing?

O Masato certamente é uma delas. Gosto muito também do Edson Barboza, que hoje é atleta do UFC, mas teve uma carreira sólida no kickboxing e muay thai. Outro cara em que me espelho é o holandês Robin Van Rossmalen (atual campeão peso pena do Glory)