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A primeira edição do WGP Kickboxing em 2019 promete ficar marcada na história da organização. Com três títulos em disputa, a cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, vai receber o evento pela terceira vez no dia 6 de abril. E o WGP 53 reserva ainda mais emoções para um jovem talento do kickboxing nacional, o curitibano Petros Cabelinho. Aos 21 anos, ele chega como desafiante ao cinturão dos meio-médios (até 71,8kg) diante de Bruno Gazani exalando confiança. A noite conta ainda com os cinturões dos super-leves e super-médios em jogo.

Petros Freitas, conhecido pelo apelido de Cabelinho, é o mais novo entre os protagonistas do show de abertura do ano. Mas nada que intimide o curitibano. A poucos dias de completar 21 anos, ele é considerado uma dos atletas mais promissores peso-por-peso do evento. Nascido em Araucária, mas radicado na capital Curitiba, o paranaense vive ótima fase no WGP. Apesar do revés para Vinicius Bereta, na edição 37, ele soma outros cinco triunfos no evento, sendo os dois últimos ao vencer o Super 8 Challenger GP, que o credenciou à disputa de título.

Na carreira são 14 vitórias em 17 lutas disputadas. E ele sabe que tem uma dura missão pela frente diante de Gazani, mas mostra personalidade e garante estar pronto para surpreender o campeão. “Creio que cheguei no momento certo para essa disputa. Esperava que fosse chegar ao topo do WGP alguns anos mais tarde, mas após minha luta contra o Bereta eu mudei completamente e evolui muito fazendo tudo ser mais rápido”, afirma o confiante Cabelinho.

Dono de um estilo agressivo, Petros tem um ponto considerado chave em seus duelos: sua envergadura. Com 1,90m de altura, ele costuma controlar muito bem a distância e já demonstrou uma ótima técnica em suas lutas. Curiosamente seu último adversário, o paulista Luis Francischinelli na final do Super 8, era mais alto que ele, o que não se repete diante de Gazani.

“Uma das minhas principais qualidades é saber usar minha distância. Independente da altura do adversário eu consigo me portar bem e ficar confortável. No Challenger GP mostrei que sou um atleta completo e também que sei lutar contra atletas maiores que eu, por mais que seja difícil encontrar alguém maior (risos)”.

Confira abaixo o bate-papo completo com o desafiante dos meio-médios:

Preparação para disputar o título
Minha preparação está bem intensa, todos os dias pegando forte. Estou treinando muito tanto na parte técnica como na parte física. Eu já vinha me preparando estrategicamente para essa luta desde minha vitória no GP, mas quando fiquei sabendo da data do evento consegui fazer um bom planejamento de treino para chegar na luta na minha melhor forma. Faz muita diferença ter todo esse tempo para a preparação e tenho certeza que vou chegar 100%.

Cinturão do WGP
Estar disputando o cinturão do WGP é um objetivo que tenho na carreira desde que comecei a acompanhar o evento quando tinha 17 anos de idade. Um ano depois estreei no com uma bela vitória no primeiro round e hoje, quatro anos depois, eu sou um dos principais atletas do evento. Isso é muito gratificante. O Gazani é umas das estrelas do kickboxing brasileiro, se eu chegar agora e vencer ele vou surpreender a todos e fincar meu nome também. Esse é o objetivo.

Bruno Gazani
Gazani tem um jogo muito agressivo e também é muito experiente, o que vai dificultar minha missão. Ele já passou por muitas situações de luta, então sabe se portar bem em cima do ringue. Essa vai ser uma das maiores dificuldades, lutar contra a experiência dele.

Luta fora de casa
Lutar com a torcida a seu favor é muito bom, mas eu consigo me portar muito bem com a torcida contra. Apesar de ser novo e não ter tantas lutas profissionais, sou um atleta que veio do amador com uma ótima bagagem, somando mais de 70 lutas. E uma boa parte delas eu fiz com toda torcida contra, então isso para mim não é um problema.