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O ano de 2018 do WGP Kickboxing começou com uma novidade que mexe diretamente em duas das categorias mais disputadas do evento. O atual campeão dos meio-médios (até 71,8kg) Ravy Brunow anuncia que está subindo para a categoria dos super-médios (até 78,1kg) para desafiar Diego Gaúcho, dono do cinturão da divisão. Campeão mais dominante do evento, o baiano explica que sua decisão foi baseada única e exclusivamente em um desafio pessoal, já que segundo Ravy ele já ‘limpou’ sua atual divisão. Com a subida o título dos meio-médios fica momentaneamente vago. O WGP vai anunciar em breve a edição que abre o calendário de 2018.

Aos 29 anos, o baiano Ravy Brunow possui números impressionantes no WGP. Em 11 lutas disputadas o lutador mantém 100% de aproveitamento com 11 triunfos. A conquista do cinturão veio no WGP #24, em 2014. Desde então, Brunow defendeu o título em três oportunidades, duas delas diante de Bruno Gazani com quem travou grandes batalhas e criou uma rivalidade dentro dos ringues.

A dinastia na categoria dos meio-médios é o principal motivo para a subida de categoria, segundo o baiano. Ravy enxerga o duelo diante do campeão dos super-médios, Diego Gaúcho, o desafio pessoal que tanto buscou nos últimos anos e fala em fazer história no WGP.

“Eu quero subir de peso porque no 71,8kg eu estou invicto a 11 lutas e quero dar uma mudada. O objetivo é desafiar o campeão da categoria de cima e provar que posso ser o melhor lutador peso por peso do WGP. Não tem nada a ver com a questão do corte de peso, é mais um desafio pessoal mesmo. Sempre digo que já ‘passei o carro’ em todo mundo dessa divisão e quero ir pra categoria de cima fazer o mesmo”, confia.

Lutar na divisão dos super-médios vai ser novidade para Ravy Brunow. Acostumado a atuar nos 71,8kg, o baiano já lutou em algumas oportunidades com o peso de até 75kg, mas entre os super-médios vai ser a primeira vez. Mas para o baiano isso não será um problema e ele já prevê as principais dificuldades que pode vir a ter na divisão de cima.

“Acho que nos treinos a principal mudança vai ser procurar uns sparrings mais pesados para ir me acostumando. Na luta a dificuldade maior é a altura, menos que a força em si. Mais difícil enfrentar adversários mais altos, mas também não tem mistério, é trabalhar na curta distância e sair na mão, e isso é o que eu já faço. Então não muda muito”, afirma.

Natural de Eunápolis, na Bahia, o lutador passou as férias de fim de ano na cidade natal acompanhado da namorada e da família. Revigorado, ele já está em São Paulo e voltou aos treinos de rotina para ir mantendo a forma. Ejá tem a data em mente para desafiar Diego Gaúcho.

“Voltei de uns dias de descanso agora, estou fazendo os treinos de manutenção para ir mantendo a forma até a luta ser marcada. Minha ideia é enfrentar o Diego Gaúcho o mais breve possível, isso se concretizando é só apertar os treinos e começar o camp”, finaliza.