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Atrações não faltam na edição 47 do WGP Kickboxing, em Curitiba, no próximo dia 27 de julho. E um dos destaques da noite é a disputa do Challenger GP internacional peso super-leve que dá ao campeão a chance de disputar o título da categoria. Em uma das semifinais um duelo daqueles entre Brasil e Argentina. Um dos anfitriões da noite, Magnum Max encara Ernesto de La Colina em uma luta que dá ao vencedor a vaga na final e a possibilidade de conquistar o troféu do torneio diante de Jordan Kranio ou Cesar Paredes. E, de ambos os lados, a confiança não falta, principalmente ao brasileiro, que vai se apresentar em casa diante de amigos, familiares e companheiros de equipe.

Aos 27 anos, Magnum Max não possui tanta experiência no kickboxing profissional, já que passou boa parte da carreira se dedicando ao MMA. Mas as três vitórias em lutas profissionais, as boas atuações e o respaldo por treinar na Evolução Thai, de André Dida, uma das equipes mais tradicionais de Curitiba, o credenciam como um dos nomes que podem surpreender nesta edição. E é baseado nessa confiança que o Curitibano busca suas forças para chegar ‘na ponta dos cascos’ no próximo dia 27.

“As expectativas são as melhores possíveis, acredito que meu estilo agressivo pode dificultar e muito na estratégia dos meus adversários. Força e agressividade são as armas que preciso para ser campeão do GP. A estratégia é ir para cima deles e decidir logo a luta. Vou mostrar algo inédito, o WGP nunca teve um atleta que se apresente como eu. Desde a entrada na luta até os combates. O show vai ser garantido do início ao fim. E vou travar duas guerras neste GP, não vai ter luta fácil e estou pronto para isso”, confia.

E a confiança de Max não para por aí, ele ainda analisou o jogo de seu primeiro oponente, assim como um possível adversário na final e a chance de se apresentar em casa. “O Ernesto é aguerrido. mas tem muitas brechas no jogo. Pode levar um round ou dois, mas quando eu achar um erro vai ser fatal. Não costumo perder oportunidades de nocaute. Na final que acredito que seja contra o Kranio e aí vai ser uma guerra, mas o fato de eu ser mais alto e mais forte vai me favorecer. Quanto a lutar em casa é sempre muito bom, só vejo pontos positivos, a empolgação da torcida me motiva. A pressão fica toda para meus adversários porque eles é que vão lutar comigo. Eu não ia me sentir tranquilo em lutar com um cara como eu”, finaliza.

Ernesto de La Colina espera manter boa fase no WGP

Do outro lado do ringue estará o argentino Ernesto de La Colina. Aos 28 anos e com títulos importantes conquistados em seu país nas competições amadoras, o lutador chega para manter a boa fase no evento. Com duas lutas e duas vitórias, sendo uma delas sobre o ex-campeão Emerson Falcão, Colina adotou um discurso um pouco diferente do seu oponente, mas mostrou a mesma confiança em sair vencedor do GP e com a disputa de título nas mãos.

“A verdade é que tenho muitas expectativas para esse GP, vai ser complicado, mas é assim que eu gosto. Penso que inteligência e concentração para estar atento aos erros do rival serão fundamentais para ter sucesso nessas duas lutas. Estar como visitante é diferente de lutar em casa, mas no meu caso eu uso isso como uma motivação. Amo lutar fora de casa e mostrar do que somos capazes”, afirma.

Com um cartel de cinco vitórias em oito lutas, Ernesto é conhecido pela mobilidade e grande poder de boxe. Diferente do rival, ele procurou adotar uma postura mais cautelosa ao analisar suas chances de chegar na final do GP. “Além do foco e concentração, tenho que ter inteligência para saber que primeiro tenho que vencer a luta com Magnum para ir a final, só depois posso pensar no outro oponente. Não vi muita coisa a respeito dele, sei que manter a meia distância pode ser perigoso, mas acho que é um grande atleta para estar onde está. Como eu sempre digo sobre meus rivais, tenho maior respeito, eles podem me bater, mas quanto mais isso acontece vão olhar para uma versão ainda melhor minha”, encerra.