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O WGP retorna a Argentina no próximo dia 24 de agosto com um main event daqueles para parar a capital Buenos Aires. E um dos protagonistas da noite é o paulistano Paulo Tebar, atual campeão da categoria dos super-leves (até 64,5kg). Tebar vai se apresentar pela primeira vez no país vizinho para colocar em jogo o título diante do anfitrião Nikolas Vega, em sua segunda defesa do cinturão. A pouco mais de duas semanas para o evento, Tebar falou com exclusividade ao site do WGP sobre as expectativas para a luta, o tempo sem atuar, a atual fase na carreira, o adversário, a estreia na Argentina e muito mais.

Aos 27 anos, Tebar vive grande fase. Depois de faturar e defender o título dos leves (até 60kg) do WGP, o paulistano resolveu subir de categoria devido ao rigoroso corte de peso e manteve o caminho do sucesso. Desde a vitória sobre Wilson Djavan, até a conquista diante de Guilherme Sancho e a manutenção frente a Jordan Kranio, Tebar garante ter evoluído muito e, mesmo com as dificuldades que passou no início do ano com uma lesão na canela, encontrou a motivação necessária para encarar o argentino Nikolas Vega, no próximo dia 24 de agosto.

“Esse ano eu vinha um pouco desanimado. Não sabia o que era essa questão da minha última lesão, tenho minha academia que preciso dar atenção também, mas aí quando marcaram a luta me senti vivo de novo, acendeu a chama da competição. Estou muito motivado, preparado e pronto para dar um show lá na Argentina”, afirma.

E o campeão dos super-leves ainda abriu o jogo sobre outros assuntos como a preparação para esse duelo, seu atual momento e o que espera do seu adversário em um ambiente hostil, como ele mesmo define. Confira abaixo o bate-papo completo com Paulinho Tebar.

Expectativas e preparação

– A expectativa está muito boa, não parei de treinar desde que me livrei da última lesão. Me mantive ativo, treinei bastante boxe e nas últimas três semanas focado totalmente na luta. A preparação física bem forte há dois meses e meio e agora é intensificar nas próximas duas semanas para chegar 100% na luta. Estou tranquilo com peso também, não deixei nada cima hora, então é focar e dar um show dia 24.

Tempo sem atuar

– Tive uma lesão chata no fim do ano passado, cresceu um ovo na canela, mas não tinha fratura, aí depois que formos ver que tinha dado coágulo e que só com um tempo que ia sair. Então essas demora para detectar a lesão acabou atrasando um pouco meu retorno. Na verdade eu nunca lutei direto, exceto o período que estive na Tailândia, meu espaço entre uma luta e outra sempre foi de 6 a 8 meses. O que eu faço para minimizar os efeitos é treinar como se tivesse na luta, mantenho minha cabeça no lugar, forte mentalmente e a preparação em dia, fazendo a periodização. Acredito que não vou sentir esse tempo não, é normal para mim.

Auge da carreira?

Eu acho que ainda não cheguei no auge da carreira, cada luta que fiz desde dos leves até subir de categoria eu fiz de uma forma diferente, acredito que estou sempre evoluindo e trazendo coisas novas para o meu jogo. Tenho muito mais para mostrar, quero me testar. Essa luta agora vai ser um ótimo teste, também para mostrar para o pessoal que ainda tenho lenha pra queimar no WGP e muito evoluir. Acredito que tenho potencial de chegar mais longe ainda.

Nome na história do WGP

Para ser sincero nem penso tanto nisso, acho que é um dado bacana ter conquistado dois cinturões do WGP, mas eu gosto é de lutar, me apresentar bem. Deixo os números um pouco de lado. Quero que as pessoas gostem de me ver lutando, eu me preocupo muito com a luta em si e vejo que as realizações e conquistas são consequências. Claro que eu tenho metas e ambições, gostaria de continuar minha história no WGP, ter a oportunidade de disputar um título mundial da WAKO, assinar um contrato com Glory, voltar a lutar K-1, mas procuro dar um passo de cada vez.

Conquista de Jordan Kranio no WGP 47

Acho que aconteceu exatamente o que eu falei antes do evento, que o Kranio era o favorito pelos adversários não terem tanta vivência no kickboxing. Sem tirar o mérito dele, claro, atuou bem, fez valer o favoritismo. Claro que assisti as lutas, mas nem estou pensando nele agora, foco 100% no Vega e nessa luta do dia 24. Se tudo der certo, a gente fala do Kranio depois.

Nikolas Vega

Eu conheci o Vega na pesagem do WGP 41, um cara simpático, gente boa, logo depois da minha luta com o Kranio ele me deu um joinha, já sabia que era meu próximo adversário. Parei para ver as lutas dele nesse preparação. Ele é experiente, forte, um pouco mais alto para a categoria, tem um boxe bom e é bem completo. Acredito que vai ser uma grande luta, ele gostar de andar pra frente e eu também não pretendo andar para trás.

Luta na Argentina

Vai ser minha primeira vez na Argentina, estou contente que o esporte está me dando a oportunidade de conhecer mais um lugar desse que respira a luta. Vou levar meus amigos, minha família, patrocinadores, ter eles perto é uma inspiração a mais. Até porque acho que o território lá vai ser hostil, porque aqui o Capllonch sofreu um pouquinho quando lutou comigo (risos). Mas na verdade não ligo pra isso não, em cima do ringue o foco é no meu treinador e na luta, eu sei que a torcida faz parte do show e se não tivesse não ia ser a mesma coisa.