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Recheado de atrações, o WGP #50 promete abalar as estruturas do ginásio poliesportivo de São Bernardo do Campo, em São Paulo, no próximo dia 27. Entre as disputas de título da noite especial está o duelo pela divisão dos leves (até 60kg) entre o campeão Hector Santiago e o desafiante Diego Piovesan. Vencedor do último GP da categoria no último mês de agosto, em Buenos Aires (ARG), Diego projetou o combate pelo título e falou também sobre a presença de seu companheiro de treino e amigo, Bruno Gazani, que faz a luta principal da noite defendendo o cinturão dos meio-médios, diante de Robson Minotinho.

Membro da União ABC, tradicional equipe da cidade palco do WGP #50, Piovesan vem em uma ótima sequência na carreira. Aos 27 anos ele já atuou seis vezes no WGP e soma 100% de aproveitamento. Suas duas última aparições foram no último mês de agosto, quando venceu o Challenger GP da categoria, realizado na edição 48, em Buenos Aires. Na ocasião ele despachou o argentino Facu Suarez e o boliviano Renzo Martinez para ficar com o título. A conquista lhe rendeu a chance de enfrentar o campeão Hector Santiago, alguém que Diego afirma nutrir muito respeito e admiração.

“O jogo do Hector é um jogo muito forte, em que ele não para de bater os 3 minutos, o boxe dele é muito bom e seus chutes também, é um lutador completo, eu particularmente sou fã de ver ele lutar, e é sempre bom lutar com quem admiramos, isso dá um ânimo maior para provar seu valor no meio da luta”, afirma.

Em entrevista exclusiva ao WGP, Piovesan falou ainda os prós e contras ao emendar uma luta na outra e qual seria seu final perfeito no dia 27. Confira o bate-papo abaixo.

Preparação e sequência de lutas
A preparação está a mil, estou treinando forte para fazer o meu melhor nessa luta, treinando tanto quanto treinei para disputar o GP. Bom que posso aproveitar o embalo da conquista, a confiança, o empenho e todos os cuidados que tive para trazer esse título da Argentina. Só tomar um mais pouco de cuidado para não se machucar nos treinos, sempre tem sequelas por ter tido luta próxima. Mas estou bem, treinando e me cuidando para não deixar as lesões me atrapalharem.

Edição especial em São Bernardo
Esse WGP vai ser histórico. Eu, particularmente, gosto de lutar mais fora do que em casa. Sinto que vão ter vários ingredientes tanto de um lado quanto do outro lado, nós dois somos de São Bernardo. A torcida vai ao delírio. E essa é a luta da minha vida, quero fazer meu melhor em cima do ringue independente do resultado. Mas também não irei fazer nada de diferente, meu jogo vai ser o mesmo, vou sair na mão como sempre. Em time que está ganhando não se mexe.

Presença de Bruno Gazani
Saber que minha inspiração vai lutar na mesma noite que eu não tem preço. Ele me ajuda muito no dia a dia, nem preciso falar do Gazani, ele dispensa comentários. A expectativa é que dê tudo certo para nós dois no dia, mas uma coisa é certa: o ginásio vai tremer.

Final perfeito
O final perfeito seria eu ganhar por nocaute, ficar com o cinturão e o Gazani ganhar por nocaute também. Assim podemos fazer história no WGP, onde a mesma equipe, União ABC, ganha dois cinturões na mesma noite.