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A edição especial de número 50 do WGP Kickboxing vem dando o que falar. No próximo dia 27, a organização realiza seu show comemorativo com três disputas de cinturão que prometem abalar a cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. E na luta principal da noite a troca de farpas entre os dois protagonistas vem apimentando ainda mais o evento. O campeão Bruno Gazani defende seu título dos meio-médios (até 71,8kg) pela primeira vez diante do desafiante Robson Minotinho, que não se conteve na hora de provocar o adversário e, entre algumas alfinetadas, prometeu surpreender Gazani e destronar o paulista na luta principal do WGP #50.

Aos 25 anos, Robson Minotinho é natural da cidade de Jeremoabo, na Bahia, mas mora e treina em São Bernardo, local do evento. Com um cartel de 10 vitórias em 12 lutas, ele chega credenciado para a disputa de título após vencer o Challenger GP da categoria, na edição 44, no início deste ano com dois nocautes arrasadores. Desde então, Minotinho fez duas lutas, em outras modalidades, e com mais dois nocautes chega motivado para encarar Bruno Gazani na luta mais importante da sua vida. Sem papas na língua, Minotinho falou sobre a posição de azarão que ele diz que vem sendo colocado.

“Pelo visto eu sou o azarão, sei que o Gazani lutou contra os melhores. Realmente ele pegou muita gente, mas eu fiz por merecer, ganhei o GP bem e sou o desafiante com merecimento, Ele sabe que tenho o nível dele, acho que o pessoal está falando demais, porém tenho algo que ninguém tem que é a fibra. Na hora que eu entrar no ringue vou contradizer todo mundo. Estão falando que vai ser uma luta fácil para o Gazani, mas eu vou dar a luta mais difícil da vida dele”, afirma o atleta que soma cinco vitórias e uma derrota no WGP.

E Minotinho não parou por aí, ao analisar o jogo de Gazani mais provocação. “O Gazani é agressivo quando o cara recua, quando começa a trocação mesmo quem recua é ele. E aí ele começa um joguinho de ponto e isso para mim é um jogo amador. Ficar só tocando. Vai depender do juiz que estiver lá e se for um juiz profissional vai pontuar quem for mais contundente, esse joguinho dele é para o kickboxing amador. Acho que minha maior dificuldade vai ser lidar com isso, espero que julguem como profissional porque o amador já ficou para trás há muito tempo”, alfineta o lutador que falou ainda sobre a preparação, mais sobre Gazani e o duelo ‘em casa’. Ele também projetou o desfecho perfeito para o embate do próximo dia 27.

Confira abaixo tudo que o desafiante falou.

Preparação
A preparação está sendo bem forte. Estou com o pessoal da Fight Gym com o Fábio Comprido. Estou fazendo alguns sparrings fora, fui duas vezes na academia do Rodolfo Cavalo, foi bem produtivo lá. A cabeça está total na luta, estou bem preparado, a parte física está excelente. Meu treino está sendo diferenciado, como essa luta precisa que seja. O tempo que fiquei sem lutar eu fiz mais duas lutas em outras modalidades. Ambos eu nocauteei no primeiro round e é isso que pretendo fazer no dia 27.

Bruno Gazani
Eu respeito ele fora do ringue, mas dentro do ringue não tem essa. Ele é um atleta de nome e a maioria respeita ele até demais. Ele falou que eu só peguei galinha morta, mas ele perdeu para o Alex Canguru, todo mundo sabe disso, não adianta mentir. Ele perdeu duas vezes para o Ravy, contesta e tal, mas todo mundo sabe que ele perdeu. A verdade é que deram esse cinturão para ele, mesmo ganhando do Dionísio ele teve que tentar muito para chegar lá depois que perdeu para o Ravy e para o Canguru. Eu vou tentar uma vez só.

Condição de azarão
Pessoal está falando que eu não lutei com ninguém, lutei com o Nonato em uma categoria acima. Enfrentei um japonês nível mundial que lutou contra o melhores do mundo. Lutei até na categoria 81 no lugar do Alex Pereira. Peguei o Emanuel Ramponi que ele não deu um knockdown de mão e eu dei. Como podem falar que não lutei com ninguém?

Luta em São Bernardo
São Bernardo é minha casa, também moro aqui. Acho que a torcida contra não influencia nada, ele pode ser o ‘atleta da casa’ mas minha galera vai estar em peso também e isso não muda nada para mim. Se tiver alguma interferência é positiva, me motivando ainda mais.

Ritmo de luta do adversário
Acredito que ele ter lutado no Japão dá mais ritmo de luta para ele, porém eu fiquei treinando focado só nisso, minha cabeça é só nessa luta. Eu não conhecia nenhum dos dois atletas que ele pegou lá no Japão, falam de mim mas eu não conhecia os caras.

Final perfeito
Para mim o final perfeito seria tipo uns três rounds de pura trocação franca, com o público ficando insano com a luta. E aí no terceiro round eu nocauteio ele. Seria o final perfeito, três rounds de uma luta histórica e aí no final eu derrubo ele. De qualquer jeito, mão, joelho, chute, tanto faz. Esse é o desfecho dos meus sonhos.