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A noite do último sábado, dia 24 de novembro, marcou uma revanche muito aguardada. Na luta principal do WGP #51, que aconteceu pela primeira vez em Brasília, Val Stanski e Barbara Nepomuceno escreveram o segundo capítulo de uma história que começou em julho de 2017, com a primeira vitória de Val destronando Barbara. E dessa vez o cenário foi bem parecido. Depois de quatro rounds intensos, com a luta bem equilibrada, Barbara sentiu uma nova lesão, desta vez no outro joelho, e Val levou a melhor mais uma vez. Alguns dias depois do triunfo, a campeã fez um balanço dos dois duelos diante de Barbara e de sua primeira defesa de cinturão no WGP.

Desde a conquista do título do WGP em 2017 a carreira de Val Stanski deslanchou. Percorrendo ainda o circuito amador ela foi campeã mundial e da Copa do Mundo, somando bagagem importante para seu retorno ao WGP. E a volta não poderia ser com outra adversária se não fosse Barbara Nepomuceno por tudo que envolveu o primeiro duelo entre as duas. Dona de um jeito pacato e sereno, Val levou a revanche com naturalidade e manteve o tom após a luta, mesmo com um desfecho praticamente igual ao do primeiro duelo, o que a campeã lamentou mesmo feliz pela vitória.

“A luta foi bem disputada. Ambas queriam um ótimo resultado no final, treinamos para isso. Gostei da luta, até preferia mais a trocação. Sinto que ainda tenho muito a melhorar. Cai um pouco no segundo round, mas estava entrando na luta e no quarto round estava pronta pra trocacão quando ela se lesionou. Lamento que tenha terminado assim mais uma vez, mas o nosso esporte é contato e no profissional a contundência conta muito, então temos que arriscar. O que desejo a ela são meus votos de melhoras e uma boa recuperação”, afirma Val.

Antes de encarar Barbara no WGP, Val não havia sentido o gostinho de disputar uma luta profissional. Cerca de um ano depois e algumas conquistas, ela falou sobre a experiência de encarar duas vezes uma atleta do porte da capixaba, o quanto isso a fez evoluir e os próximos passos da carreira.

“Foi uma grande oportunidade entrar no WGP e encarar duas vezes uma atleta do porte da Barbara, muito técnica. Começar minha carreira profissional dessa forma foi lindo. Sempre aprendemos muito com os adversários, ali é onde vemos nossos pontos fracos e evoluímos. Aprendi que devo lutar de formas de várias formas, explorando melhor tanto a velocidade como a explosão. Os próximos passos são manter os treinos e focar onde devemos corrigir, acho que a velocidade é algo que preciso melhorar. Vou manter o trabalho que a nossa equipe vem fazendo e esperar para ver o que vem pela frente”, encerra Val.