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A estreia do WGP Kickboxing em Brasília vai ser em grande estilo. Além da revanche entre Val Stanski e Barbara Nepomuceno na luta principal da noite, o WGP #51, que acontece no próximo dia 24 de novembro, pela primeira vez na capital federal, terá ainda o Challenger GP dos cruzadores (até 85,1kg). E um dos participantes é o paranaense Fábio Alberto, que faz sua segunda luta no WGP no ano após longo tempo longe e encara o conterrâneo Maycon Silva na primeira semifinal. Do outro lado o chileno Ivan Galaz encara o brasileiro João Pedro Simão. O vencedor garante uma vaga para disputa o cinturão recém-conquistado por Cesinha Almeida.

Aos 32 anos e natural da capital Curitiba, Fábio Alberto começou a paixão pelas artes marciais aos seis anos de idade e praticou karate, taekwondo, kung-fu, até se encontrar no kickboxing aos 16 anos. No WGP ela já realizou duelos importantes contra nomes conhecidos do evento como o ex-campeão da categoria Alex Pereira e o carioca Washingthai. Depois de longo tempo parado, ele retornou na edição 47, em Curitiba, no mês de agosto e venceu Guilherme Assis por unanimidade. E com a presença no GP, Fábio já se permite sonhar alto, mas mantém os pés no chão.

“Uma possível vitória no GP vai elevar muito meu nível como lutador e principalmente como artista marcial. Não será fácil, são os melhores atletas do continente. Todos com muitos pontos fortes, mas estou preparado para vencer as duas lutas. O Cesar Almeida é um excelente lutador e disputar o cinturão contra ele seria uma honra para mim, porém, um passo de cada vez. Estou pensando somente em faturar as duas lutas do GP”, afirma.

Recentemente Fábio passou integrar a equipe do ex-lutador Rafael Teixeira, um dos principais nomes de Curitiba e mentor de Jordan Kranio, Marcos Carvalho, Hugo Caveira e Matheus Nogueira, todos com passagens pelo WGP. Ele falou também sobre a chance de se apresentar em Brasília, os adversários, preparação e até um palpite para luta principal da noite entre sua conterrânea e alguma vezes parceira de treino Val Stanski diante de Barbara Nepomuceno. Veja o bate-papo completo abaixo:

 

Início de carreira
“Comecei treinando karatê com 6 anos de idade até os 12, fiz capoeira, taekwondo, kung-fu e me encontrei no kickboxing com 16 anos. Era fã das lutas do K-1 dos pesos pesados no Japão, Badr Hari, Hoost, Aerts,Bonjasky Glaube Feitosa, Francisco Filho e do Mestrão Zorello no Full Contact, esses continuam sendo ícones para mim como atleta.”

 

Treinamentos
“Minha preparação está muito forte. Treino a parte técnica e tática com o mestre Rafael Teixeira aqui em Curitiba e com muitos parceiros de treino que lutam no WGP, Matheus Nogueira, Hugo Caveira, Marcos Carvalho e Jordan Kranio. Sei que esse GP será muito importante para minha carreira e estou preparado para ganhar e escalar mais esse degrau.

 

Trajetória no WGP
Lutei o primeiro WGP onde perdi por pontos para o Washingthai, e fiz outra luta em 2012 contra o grande campeão Alex “Poatan” onde perdi por KO. Após 3 anos sem lutar por problemas pessoais, voltei em abril do ano passado no circuito amador CBKB/WAKO fazendo 13 lutas e vencendo 10, conquistando a medalha de prata no mundial 2017. Fiz 5 lutas profissionais nesse 1 ano e meio, e venci todas. Já lutei algumas vezes fora do Brasil, e adoro lutar em locais desconhecidos. Será minha primeira vez em Brasília, e não vejo a hora de conhecer e lutar na capital.

Maycon Silva
O Maycon é um ótimo atleta, canhoto, muito perigoso. Porém hoje acredito que tenho as armas necessárias para vencer não somente ele, mas qualquer atleta do GP. Estou preparado para vencer de qualquer forma as duas lutas, seja por KO ou decisão. Estou muito confiante e acredito que chegou a minha hora de ser o campeão.

 

Segunda semifinal

Já vi várias lutas do Galaz, ótimo lutador, muito perigoso. O João Pedro eu não conhecia até então, mas se ele está ali significa que tem gabarito e nível para trocar porrada com qualidade. Hoje em dia não existe ninguém bobo, o Galaz tem uma ligeira vantagem pela experiência, porém vejo muito equilíbrio entre os dois.

 

Val vs Barbara

Já treinei algumas vezes com a Val em Ponta Grossa. Por questões de deslocamento e distância já faz um tempo que não treino com ela. A Bárbara é uma ótima lutadora, muito técnica e forte. Porém acredito que a Val Stanski é mais malvada, tem sangue nos olhos, e acredito que ela irá manter o cinturão vencendo por nocaute ou decisão.