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A pouco mais de duas semanas da estreia do WGP Kickboxing na capital federal, as lutas do card da edição 51 já vem dando o que falar. Além da revanche entre Val Stanski e Barbara Nepomuceno na luta principal da noite, o evento que acontece no próximo dia 24 de novembro, pela primeira vez em Brasília, terá ainda o Challenger GP dos cruzadores (até 85,1kg). Um dos participantes é Maycon Silva, que vem de nocaute avassalador sobre Nattan Novak na edição 49 e encara Fábio Alberto na primeira semifinal. Do outro lado o chileno Ivan Galaz encara o brasileiro João Pedro Simão. O vencedor garante uma vaga para disputa o cinturão recém-conquistado por Cesinha Almeida.

Nascido e criado em Maringá, uma das cidades do Paraná que mais respiram as artes marciais, Maycon Silva começou no esporte por um motivo incomum: ele queria homenagear um amigo falecido por câncer que prometeu que iniciaria na luta em pé em caso de cura. Mesmo com o final triste, Maycon decidiu seguir a promessa feito pelo amigo e iniciou sua trajetória no esporte aos 17 anos. Hoje, aos 29, o paranaense chega com moral para Challenger GP da edição 51. Com uma trajetória de quatro duelos e 50% de aproveitamento no WGP, ele vem de um nocaute fulminante que o credenciou à disputa do GP. Maycon só foi derrotado por dois grandes nomes do kickboxing brasileiro no WGP, Ariel Machado e Alex Pereira, e soma um total de cinco vitórias em sete lutas na carreira.

“A vitória nesse GP representa muito. Estar mais perto do título é o que eu quero desde que estreei no evento. E é isso que todos querem também: ser campeão e ser o melhor. Para mim sempre os melhores da categoria foram o Alex Pereira e o Cesinha Almeida, mas as coisas mudam, então espero que chegue logo a minha vez”, afirma.

O nocaute diante de Nattan Novak não só o colocou em evidência como o encheu de confiança para a disputa do próximo dia 24. O primeiro oponente é o também paranaense Fábio Alberto, a quem Maycon já derrotou em outra oportunidade fora do WGP. O lutador falou sobre isso e outros assuntos no bate-papo que você pode ver abaixo.

Início de carreira
Comecei a treinar com 17 anos na minha cidade por causa de um amigo que faleceu de câncer. Ele, antes de partir, vivia falando que quando se curasse iria praticar muay thai e na época não era tão febre como agora. As modalidades que prevaleciam na cidade era taekwondo e karatê, o muay thai e o kickboxing ainda estava se desenvolvendo na cidade. Então quando esse meu amigo faleceu resolvi fazer luta em pé em memória a ele. Sempre gostei de artes marciais desde pequeno, minha família não tinha condições na época para eu poder treinar mais novo. Meu avô já havia treinado boxe e meu pai já praticou karatê, então creio que a luta sempre esteve no meu sangue. Quando comecei eu vi algumas lutas de nomes como Peter Aerts e Semmy Schilt e foi ali que comecei a me inspirar nessas grandes lendas vivas holandeses.

Treinamentos
A preparação sempre foi e sempre será bem forte. Faço três treinos por dia, isso porque ainda tenho que conciliar com trabalho e os estudos. Se não fosse isso treinaria bem mais até. E as expectativas são as melhores, sempre que entro para lutar entro confiante na vitória. O segredo para manter um bom nível é treino e mais treino, e também não ligo de lutar fora ou dentro de casa. Luta e luta não importa onde seja.

Trajetória no WGP
Por mim eu lutaria todos os eventos do WGP, gosto de lutar ganhando ou perdendo meu negócio é sair na porrada. E quando lutamos um GP, como é o caso, não consigo pensar em segurar na primeira luta, prefiro deixar acontecer. Até porque se não vencer a primeira não tem a segunda.

A vitória nesse GP representa muito. Estar mais perto do título é o que eu quero desde que estreei no evento. E é isso que todos querem também: ser campeão e ser o melhor. Para mim sempre os melhores da categoria foram o Alex Pereira e o Cesinha Almeida, mas as coisas mudam sempre, então espero que chegue logo a minha vez.

Fábio Alberto
Meu adversário é duro e experiente, já ganhei dele uma vez há 4 anos atrás. E claro que o jogo muda, com o tempo nos tornamos melhores, então tenho certeza que ele evoluiu assim como eu e será uma luta dura. Quem tiver melhor preparado vai vencer. Acredito que ele venha com tudo por ser uma revanche, mas estarei pronto. Sobre o duelo de Ivan Galaz e João Pedro acredito que o Ivan passa para a final.

Val vs Barbara
Meu palpite sobre a luta de Val Stanski e Barbara Nepomuceno é que vai pegar fogo, as duas são campeãs e eu gosto de ambas. São excelentes profissionais, e mesmo eu sendo paranaense e do mesmo estado da Val, prefiro não opinar e ver o que vai acontecer lá dentro.