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O WGP #52 promete agitar as estruturas do Complexo Centreventos Cau Hansen no próximo dia 16 dezembro, em Joinville. Em uma noite de retorno às origens de Vitor Miranda, título brasileiro em jogo e duelos eletrizantes, o co-main event chama a atenção dos fãs. Com o título interino dos leves feminino (até 60kg) em jogo, Andrea Salazar e Julie Werner protagonizam mais um capítulo da rivalidade entre Brasil e Argentina no WGP. A vencedora se garante como próxima desafiante ao título que hoje pertence a Nina Loch. E a brasileira Julie Werner promete fazer de tudo para essa cinturão não ter a chance de sair do Brasil.

Julie Werner é uma atleta com experiência de sobra no cenário nacional e internacional. A catarinense começou nas artes marciais um pouco tarde. Seu primeiro contato foi direto no kickboxing, com 20 anos, após ser assaltada. Na luta em pé ela soma resultados expressivos e um aproveitamento perto de 80%. Sua maior inspiração é a kickboxer holandesa Lucia Rijker. A catarinense também passou bastante tempo lutando MMA e chegou a enfrentar uma das estrelas mundiais, Holly Holm, um pouco antes da clássica luta diante de Ronda Rousey no UFC. No WGP, ela fará sua segunda luta, já que bateu Cristmi Páfaro, na estreia, em 2016.

“Estou muito dedicada aos treinos, conciliando entre as aulas coletivas e particulares. Minha expectativa com certeza é das melhores, todos meus alunos, amigos, familiares e fãs da luta estarão lá presentes e quero dar meu máximo. Essa vitória significa muito, estou de volta e no melhor evento de trocação pela disputa do cinturão interino, essa vitória trará muitas coisas boas, positivas que acrescentarão para minha vida profissional. Mais visibilidade, consequentemente apoio, alunos, mais treinos para a próxima luta”, garante Julie, que soma um cartel de 33 vitórias em 41 lutas disputadas.

Julie Werner estará praticamente em casa. Natural de Rio Negrinho, a cerca de 90km de Joinville, a lutadora que mora em Florianópolis vai levar amigos, alunos e familiares para a assistirem de perto e garante que isso só traz mais motivação ainda para o duelo. Julie falou também sobre a adversária Andrea e um pouco da sua trajetória na luta em pé, já que o duelo marca seu retorno depois de atuar muito tempo no MMA.

“Vi algumas lutas da Andrea sim, ela é uma lutadora agressiva, está sempre caminhando pra frente e focada. Acho que nas lutas que vi, ela encaixou bem seus chutes, tenho que ficar atenta a isso”, afirma para completar sobre o que a luta a trouxe de bom ao longo do tempo.

“As artes marciais me trouxeram grandes amizades, meus melhores amigos encontrei nos treinos, amigos de muitos anos desses 18 que estou na luta. Outra experiência que tive foi o preconceito quando comecei a competir e dar aula, ao chegarem na academia e verem uma mulher para dar aula, iam embora. Meu primeiro ano foi difícil. Nas competições também, ao me verem quieta com jeito de menina, ninguém achava que lutava nada, então era agressiva nas lutas, vencia e fui conquistando meu espaço no ringue e como professora”, afirma.

Julie também trabalhou fora da luta alguns anos. Produção em fábrica, garçonete, atendente e recepcionista foram algumas de suas atividades. Desde 2010 ela trabalha somente com luta com aulas coletivas e particulares. Ela também é graduada em Educação Física e cursa Pós-graduação em Nutrição Desportiva atualmente.