faaace

O main event do WGP 53 levantou o público presente ao ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo, em São Paulo, no último sábado, dia 6 de abril. Bruno Gazani e Petros Cabelinho protagonizaram uma batalha digna de muitos aplausos. E o campeão dos meio-médios manteve o cinturão após cinco rounds bem parelhos, que chegaram a gerar uma repercussão por parte da torcida de Cabelinho contestando o resultado. No bate-papo ao site do WGP, Gazani relembrou a luta, falou sobre os comentários pós luta e também sobre um possível reencontro com Robson Minotinho, ex-desafiante que anotou um nocaute avassalador na mesma edição.

Um dos atletas mais experientes do WGP, Bruno Gazani defendeu seu cinturão pela segunda vez e novamente em casa. Dono de um retrospecto de 16 lutas e apenas dois reveses no evento, e mais de 60 vitórias na carreira, ele encarou um oponente bem mais jovem e com um currículo muito mais modesto. Mas Cabelinho fez jogo duro, mas segundo Gazani não o suficiente para ameaçar seu cinturão.

“Achei a luta bem boa, difícil, mas não fugiu nada do que eu treinei. Encurtei a distância, diminui o espaço para ele não conseguir chutar e fiz meu jogo. Acho que não levei muitos golpes contundentes, só quando eu dava espaço. A luta ocorreu bem da forma que eu treinei e imaginei. Cabelinho é um atleta diferente, já lutei com vários caras mais altos, mas esse tamanho todo não. Me senti bem para poder colocar o que treinei em jog. No primeiro round ainda estava buscando a distância, mas dali pra frente fiquei mais à vontade e controlei a luta”, afirma.

Apesar da vitória clara na cabeça de Gazani, o duelo ainda rendeu bastante fora do ringue. Boa parte da torcida de Cabelinho não concordou com o resultado e inundou as redes sociais com comentários sobre o resultado. Para o campeão, apesar da torcida ter direito de protestar, não houve margem para isso.

“Essa repercussão é mais pelo lado da torcida e eu entendo. Isso é normal, vão sempre puxar a sardinha para o seu lado, arrumar uma desculpa para explicar a derrota. Eu sei que impus meu jogo, mesmo sendo dono do cinturão fui pra cima, coloquei ele na cordas e conectei os melhores golpes. Tem muita gente que anda falando, mas nunca vestiu uma luva, não sabe nada de regra. Têm três árbitros lá que estão preparados para isso, óbvio que erros acontecem, mas achei que foi uma luta bem tranquila para mim. Nenhum round me senti ameaçado. A torcida pode chorar a vontade, o cinturão continua comigo”, garante.

Gazani também falou sobre o momento após soar o gongo em que ele foi comemorar e Petros acabou se posicionando atrás dele, gerando um pequeno atrito entre os dois após a luta. “Em relação ao que ele fez pós luta, eu achei falta de respeito. As pessoas vão para ver luta e não aquilo. Foi falta de respeito comigo, com quem tava assistindo e com quem tava no ginásio. Ele tinha que gastar a energia dele tentando me derrubar e não fazendo gracinha depois de ter perdido”, alfineta.

E o futuro de Gazani no WGP? Ele sabe que o ex-desafiante Robson Minotinho está na rota para uma revanche, mas prefere não escolher adversário.

“Não sou um cara que fica escolhendo adversário, creio que vão fazer um GP. Tem muito cara bom na minha categoria, acho que essa de 71,8kg é a mais disputada, não só aqui, mas no mundo inteiro. Tem o Minotinho aí de novo, vi a luta dele. Achei fantástico o nocaute no argentino. Antes mesmo de lutar sempre soube do potencial e se tivermos que fazer essa revanche aí vai ser um prazer. Nunca fui de escolher adversário e não vai ser agora. Quem fizer por merecer vai disputar comigo assim como eu fiz por merecer e tive minha chance. Vou ficar aqui de camarote esperando os caras se matarem ai no GP para chegar no cinturão”, encerra o campeão.