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Responsável por protagonizar uma das principais batalhas vistas no WGP em 2018, o paulista Bruno Gazani também terá a missão de encabeçar o evento de abertura da temporada 2019. Campeão dos meio-médios, o lutador faz a luta principal do WGP 53 diante do desafiante Petros Cabelinho, em evento que acontece no dia 6 de abril, em São Bernardo do Campo (SP), sua cidade natal. A noite conta ainda com duas disputas de cinturão, entre os super-leves e super-médios, e vai colocar a prova mais uma vez a dominância de Gazani na categoria após uma batalha épica diante de Robson Minotinho em sua última defesa de título. E ele falou sobre as expectativas, a preparação e muito mais.

Aos 33 anos, Gazani vive um dos melhores momentos da carreira, como ele mesmo define. Mas quer mais. Com um total de quase 60 vitórias no profissional, sendo 30 delas por nocaute, ele terá pela frente o curitibano Petros Cabelinho, jovem lutador em ascensão e cerca de 15cm mais alto, na luta principal do WGP 53, que ocorre mais uma vez em sua casa.

“Nunca lutei com um cara de 1,90 como é o Petros. Acho que a dificuldade maior que vou ter vai ser acertar a joelhada voadora, um dos meus golpes característicos (risos). Vai ser um pouco complicado. Mas luta é luta, ele tem a vantagem da envergadura, eu tenho a vantagem de ser um pouco mais experiente, vamos ver o que vai acontecer”, afirma.

E para encarar mais esse desafio ele já está treinando a todo vapor, inclusive recebeu algumas visitas especiais na última semana. O atual campeão dos super-leves e que atua no mesmo dia, Paulo Tebar, o ex-campeão da mesma categoria, Emerson Falcão, e o lutador do UFC Léo Santos ajudaram Gazani em um treino especial.

“Muito bom poder receber esse dois monstros, dois caras que admiro bastante. Conheci o Falcão nas minhas primeiras lutas no WGP e sempre adorei ver ele lutar, um cara bem agressivo e irreverente, além de ser super humilde. O Tebar também, embora novo, é muito experiente e ter esses caras podendo participar do meu camp, me ajudando de alguma maneira, para mim é muito satisfatório. Teve a presença do Léo Santos também, lutador do UFC, campeão do TUF. Vieram para agregar e você acaba pegando alguma coisa de cada um, sempre tem uma detalhe diferente que não faz parte do meu jogo e acaba aumentando o repertório”, conta.

Confira o bate-papo completo:

Preparação com antecedência
A preparação está boa, estou me preparando antes de saber que ia lutar o WGP. Primeiro de janeiro já comecei pesado, sabia que esse ano ia ser bastante intenso e já comecei a todo vapor. Você saber com antecedência da luta é muito bom, tem tempo de se preparar adequadamente, analisar seu adversário com calma e trabalhar em cima dos erros dele para poder ir bem na luta.

Petros Cabelinho e sua envergadura
Eu sou um cara que não perco peso, sempre enfrentei adversários maiores por conta disso, mas isso nunca foi problema. Mas estou trabalhando bem essa questão da grande envergadura dele para não ser surpreendido lá no dia da luta.

Possível revanche com Minotinho
A luta contra o Minotinho deu bastante repercussão, muita gente falando que foi a melhor luta do ano, também achei que está entre as melhores do WGP. Quanto a revanche eu acredito que em breve faremos, o Minotinho é um dos melhores da categoria, já treinei e sabia da qualidade dele. A luta só comprovou isso, é um moleque novo, tem muito a crescer ainda e creio que vamos lutar em breve de novo. Tenho certeza que no próximo GP ele é um dos favoritos. Acredito que vamos nos enfrentar de novo até mais de uma vez. Estamos em um nível muito alto e quando isso acontece é normal ter esses cruzamento várias vezes, assim como já foi comigo e com o Ravy, por exemplo.

Nova luta em casa
Eu gosto de lutar, independente se for em casa ou na casa do adversário. Gosto do ginásio cheio, fazendo barulho, seja aplaudindo ou me vaiando. Mas não há como negar que lutar em casa é diferente. Já vou para a terceira no WGP, a minha galera adora. O carinho da torcida é muito grande. Onde eu vou, acredito que pelo meu jeito tranquilo de ser, sempre tem alguém torcendo por mim. Mas realmente não há como negar que em São Bernardo é diferente.

Auge da carreira?
Me vejo em um momento bom, sei que evolui bastante. Espero que não seja o auge, quero alcançar muito mais, tenho 33 anos e acho que tenho bastante lenha para queimar. Procuro muito a evolução, nunca me acomodo em cima de resultado, sei que tem muita gente boa chegando aí. Às vezes você acha que está no auge, se acomoda e acaba sendo atropelado. Sei o que já conquistei, a história que venho construindo, mas pretendo muito mais para minha carreira.

Pontos a melhorar em relação a última luta
Eu gostei bastante da minha atuação na última luta, acabei me machucando no primeiro round e a estratégia que tinha traçado teve que ser mudada. Ainda bem que tenho um grande treinador, ele sempre enxerga muito bem a luta e me ajudou bastante. Quando viu que não estava dando certo o que tinha sido programado mudou e funcionou. Eu tenho essa qualidade de saber ouvir e conseguir colocar em prática também.