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Aos 22 anos, o argentino de Buenos Aires e radicado em Corrientes Leo Corrales chega embalado para sua terceira aparição no WGP. Defendendo uma invencibilidade de dez lutas na carreira, sendo nove vitórias e um empate, ele estreou no evento com um lindo nocaute sobre Gustavo Piacentini. Depois encarou o compatriota Lucas Arce em casa, na Argentina, e levou a melhor por decisão unânime. Agora, Corrales retorna ao Brasil para enfrentar um oponente parecido com ele: jovem, em ascensão e muito veloz. E os dois se conhecem muito bem.

“Renzo é um lutador completo e imprevisível em muitas ocasiões, acho que é o que mais se destaca nele. Mas eu também tenho o meu ponto forte e também sou imprevisível, mas acima de tudo procuro agir com inteligência. Mentalmente me sinto ótimo. Já nos enfrentamos uma vez e acho que vamos dar um grande show o público brasileiro e também para todos os amantes desse esporte que estarão nos vendo pela TV”, afirma Corrales.

Com títulos pan-americanos e sul-americano tanto no amador quanto no profissional, Leo é considerado uma das maiores promessas do esporte no seu país. Dono de um estilo único que alia inteligência e velocidade, o argentino terá a grande chance da carreira se passar por Renzo Martinez e garantir o posto de desafiante ao cinturão dos leves, atualmente como o campeão Diego Piovesan.

“Eu acho que os 60kg é um dos pesos mais perigosos do WGP, tem expoentes muito bons e todos são grandes profissionais. Sempre deixo nas mãos do destino minha carreira esportiva, se hoje tenho que lutar contra o Renzo tem alguma razão. Eu não penso em Diego neste momento, sigo passo a passo e minha próxima parada é Renzo Martinez, depois disso vamos olhar para o que está por vir”, garante.

O argentino falou ainda sobre a nova chance de se apresentar no Brasil, país que lhe traz ótimas recordações e também sobre o tempo de preparação com cerca de dois meses de antecedência.

“Minha preparação está excelente, vai ser a segunda luta do ano que estou prestes a fazer e me sinto ótimo. Além de termos muito tempo de preparação, sempre estou treinando 100% para qualquer ocasião que surgir. Acho que é o verdadeiro profissional é aquele que treina o ano todo. E sobre voltar ao Brasil, sempre foi um grande lugar, por causa do nível dos atletas brasileiros, pelo calor do povo, sempre me senti muito confortável por lá. Os brasileiros são grandes anfitriões e um país bonito. Estou motivado”, finaliza.