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A edição 53 do WGP Kickboxing vai ficar na memória dos fãs da modalidade. Em uma noite eletrizante 17 combates foram realizados, seis nocautes aconteceram, um novo campeão foi coroado e outros dois mantiveram seus títulos. E um deles foi o paulistano Paulinho Tebar, um dos atletas mais dominantes do WGP. O campeão dos super-leves (até 64,5kg) manteve o cinturão ao bater o desafiante Jordan Kranio, no segundo capítulo da história entre os dois após um empate no primeiro duelo. E ele falou sobre a manutenção do título, a chance de se apresentar perto de casa novamente e os planos para o futuro. Tebar deixou claro que não gostaria de enfrentar o ex-campeão da categoria Emerson Falcão, que deve voltar aos ringues em 2019.

Para alguns atletas subir no ringue do WGP é quase o mesmo que estar em casa. E Paulinho Tebar certamente é um deles. Com 11 duelos realizados no evento, apenas uma derrota e títulos em duas categorias distintas, o paulistano se tornou um dos lutadores mais dominantes do WGP. Invicto desde a longínqua 9ª edição, Tebar defendeu o cinturão dos super-leves pela terceira vez, novamente diante de Jordan Kranio.

“Me senti bem, estava lutando para os meus amigos, para meus alunos, para minha família. Foi uma preparação um pouco diferente, eu fiz camp em outros lugares como com o Gazani e com o Falcão. Por mais que tenha mudado algumas coisas no camp, eu estava me sentindo bem. Achei que ele fez o mesmo jogo da primeira vez, só tentou cadenciar um pouco mais para levar a luta mais um tempo. Ele foi preparado para lutar os cinco rounds, chutou mais também, se defendeu melhor dos meus chutes. Em relação ao ataque ele manteve as blitz, então continuei fazendo o jogo que imaginei que fosse o caminho da vitória e deu tudo certo”, afirmou.

Após a luta a repercussão sobre a vitória de Tebar girava em torno de um único tema: seu estilo de jogo. Acostumado a jogar no contragolpe e andando para trás, Tebar adotou uma postura mais agressiva, como prometera antes da luta, e encurralou Jordan Kranio durante maior parte do tempo, chegando inclusive a conseguir um knockdown durante o combate. “Esse foi um jogo que eu costumava fazer quando lutava de 60kg. Só andando para frente, sendo mais agressivo. Também me sinto confortável em atuar dessa forma, não me senti mais ou menos confiante com os dois tipos de jogo, tanto para frente quanto para trás. Procuro fazer o que cabe melhor para cada luta”, garante.

Tebar teve ainda uma surpresa ao vencer o duelo e procurar a família e amigos para comemorar. Isso porque junto de todos estava Sonia Tebar, sua mãe e que não acompanha as lutas do filho in loco por ficar muito nervosa. Mas para esse duelo resolveu fazer uma surpresa ao filho. “Eu não sabia que minha mãe estaria lá, ela fica nervosa então nunca vai. Mas quando acabou que ela veio me abraçar foi um momento muito legal, já estava feliz e ver ela lá só aumentou ainda mais essa felicidade”, conta.

O campeão falou também sobre os planos para o futuro e preferiu não escolher o próximo adversário. Só deixou uma coisa clara: não tem o menor interesse em enfrentar Emerson Falcão, ex-campeão da categoria e que deve retornar em breve ao WGP após grave lesão na perna. “Estou ansioso para ver o retorno do Falcão, é um atleta muito duro, inteligente, atrapalha os adversários, um cara de de altíssimo nível. Hoje eu não me vejo lutando contra ele, ele vem pra SP e fica na minha casa, vou pro Rio e fico na casa dele, tipo um irmão mesmo. Antigamente quando a gente se conhecia pouco e só tinha uma pequena ligação eu podia até topar, mas hoje não vejo essa luta acontecendo, não gostaria e nem me sentiria à vontade. Ele é um cara que eu gosto muito, tenho um carinho imenso. Não lutaria não”, finaliza.