faaaceA primeira edição do WGP em 2019 está recheada de grandes emoções. No próximo dia 6 de abril, o ginásio poliesportivo de São Bernardo do Campo receberá um noite mágica, com três títulos em jogo e outros duelos eletrizantes. E um desses combates vem dando o que falar. O boliviano Renzo Martinez e o argentino Leo Corrales se encaram no duelo que antecede a primeira disputa de cinturão da noite, pela divisão dos leves (até 60kg). O vencedor do confronto, que já aconteceu em outro evento e acabou empatado, garante o posto de desafiante da categoria para enfrentar o campeão Diego Piovesan.

Apontado como uma das principais promessas sul-americanas no WGP, Renzo Martinez vem fazendo jus ao posto em suas últimas aparições no evento. Aos 21 anos e dono de um estilo de luta irreverente e carismático, ele tem conquistado cada vez mais fãs a cada luta disputada. Na suas últimas cinco aparições no WGP foram três vitórias e duas derrotas, sendo uma delas para atual campeão Diego Piovesan na final do Challenger GP e outra na sua última luta diante de Fabrício Zacarias, em que só saiu derrotado por não bater o peso e entrar com menos dois pontos no duelo. A boa fase é inegável e Renzo sabe que está bem perto do sonhado cinturão do WGP.

“Estou pronto para lutar pelo título agora, estou no meu melhor momento. Lutar é a minha paixão e confio plenamente em Deus que vou conquistar o cinturão. Estou esperando o momento para ficar cara a cara com Diego Piovesan e ouvir a campanha inicial. Antes o foco, claro, está nessa luta e garanto que estou ficando melhor do que nunca. Não há desculpas ou pretextos para mim, estou focado no objetivo e estou experimentando o melhor camp de treinamento da minha carreira”, afirma o boliviano de Santa Cruz de La Sierra.

Na carreira, Renzo soma um total de 13 duelos disputados, com oito vitórias, quatro reveses e um empate. E esse empate foi justamente contra Léo Corrales, seu adversário na busca pelo title shot. “Leo é um dos lutadores mais completos que conheço. Eu o conheci em 2016 e eu o conheci em um ringue, nós dois estreamos profissionalmente e estávamos na final de um Super 4 profissional, luta que terminou no empate e pelo jeito foi declarada a melhor luta da noite. Nós dois nos conhecemos e nos encontraremos novamente 3 anos depois”, relembra.

O boliviano falou também sobre o carinho que recebe do público brasileiro sempre que vem ao país se apresentar. Ele sabe que seu estilo é apreciado pela grande maioria dos fãs. Dessa vez ele estará em uma posição diferente, já que não enfrentará um brasileiro.

“A verdade é que, embora eu sempre lute como visitante, sempre me sinto em casa com o apoio que recebo de muitos brasileiros por meio de mensagens, presentes. E principalmente porque o brasileiro é simpático e se esforça muito para agradar os estrangeiros. Eu acho que as pessoas gostam do meu estilo porque percebem que eu não sou orgulhoso ou soberbo, só que eu gosto de curtir o ringue. Eu me divirto, eu gosto disso. Antes eu entrava tenso e com um pouco de medo, mas meus treinadores funcionaram muito bem em minha mente e hoje luto muito mais leve”, finaliza.