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A noite da última sexta-feira ficou marcada na história do WGP Kickboxing. Na estreia do evento no Chile, mais precisamente na capital Santiago, o main event da noite levantou o público presente com uma verdadeira guerra de cinco rounds. O campeão dos cruzadores (até 85,1kg) colocou seu título em jogo na casa do adversário Ivan Galaz e depois de muito equilíbrio se manteve como campeão após um empate anotado pelos juízes. Apesar da manutenção do título, Cesinha não ficou totalmente satisfeito com sua atuação e pelo primeiro empate da carreira profissional, mas fez um balanço positivo da experiência e festejou a chance de voltar para casa com o cinturão nos ombros.

Depois de conquistar o título na edição 50, em outubro do ano passado, Cesinha Almeida tinha um desafio e tanto na sua primeira defesa. Enfrentar um adversário do nível de Ivan Galaz, na sua casa, era uma missão que nem todos aceitariam com tanta tranquilidade. E depois da batalha em Santiago, que acabou com a manutenção do cinturão após um empate, o campeão fez um balanço da luta e tratou de elogiar Galaz.

“Foi uma luta muito dura, um adversário completo e muito difícil, com bagagem internacional. Tenho muito respeito por ele, um cara que me sempre me tratou muito bem e em nenhum momento foi desrespeitoso ou algo do tipo. O chileno é sangue bom (risos). Em relação a minha atuação, acho que foi mais estratégica e técnica, buscando sempre golpear e não ser golpeado. Ainda acho que faltou alguma coisa que preciso corrigir para as próximas lutas, mas o importante é que deu para manter o cinturão”, garante.

Apesar de ter saído de Santiago com o cinturão na mala, Cesinha não ficou 100% satisfeito com sua atuação. Na visão dele, o empate não foi tão justo, mas o que mais o incomodou foi sua atuação nos dois rounds finais, quando Galaz foi melhor e equilibrou a luta.

“Eu pequei nos dois últimos rounds, senti que tinha ganhado os três primeiros e podia ter apertado ali nesse início para tentar o nocaute. E aí nos dois últimos fiquei segurando e quando vi a luta acabou, até por isso abriu brecha para os juízes darem o empate. E não dá para negar que rolou uma certa frustração com o empate, na minha cabeça eu tinha ganho os três primeiros e não teria como dar empate. Mas o importante é que o cinturão ficou comigo, com o Corinthians e com o Brasil. Agora é consertar os erros para em uma próxima oportunidade não dar esse tipo de brecha”, afirma.

A pequena frustração com o empate não foi maior do que o prazer de Cesinha em poder manter seu título junto às pessoas mais importantes de sua vida. Isso porque ele levou a família consigo para Santiago e garante que isso fez total diferença, tanto na preparação quanto na hora do combate. O campeão falou também sobre a experiência de lutar no Chile.

“Foi bem tranquilo lutar no Chile, uma torcida bem amigável e respeitosa. Não me senti muito fora de casa, ainda mais porque minha família estava na primeira fila, consegui até escutar eles e me senti dentro da minha casa praticamente (risos). Foi essencial e fundamental tê-los lá, diria até que foi muito louco. Até meu médico estava, foi surreal. Isso foi fundamental para eu conseguir me manter focado, concentrado e em paz para no dia da luta poder mostrar tudo que treinei e o que sei fazer de melhor”, finaliza.