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Os olhos do mundo de kickboxing estarão voltados para Santiago, no Chile, nesta sexta-feira, dia 24 de maio. Pela primeira vez no país, o WGP Kickboxing realiza sua edição de número 54 com um main event de levantar qualquer um da cadeira. O campeão dos cruzadores (até 85,1kg) coloca seu título em jogo pela primeira vez diante do anfitrião Ivan Galaz, um dos lutadores mais respeitados no cenário latino-americano. A noite conta ainda com Challenger GP dos super-médios, Superfights e duelos internacionais emocionantes. E um pouco antes do evento, Cesinha falou sobre o desafio da primeira defesa, a sensação de lutar fora de casa e o camp de treinamento recheado de estrelas.

 Aos 31 anos, Cesinha Almeida curte a melhor fase da carreira. Depois de conquistar o cinturão na edição 50, o paulistano vive a sensação de defender seu título pela primeira vez, e logo diante de uma pedreira. Seu retrospecto no WGP, porém, o respalda para chegar em território chileno e mostrar porque é o campeão. Foram 17 lutas no WGP, com 13 vitórias, sendo uma delas sobre Alex Pereira, ex-campeão do WGP e atual campeão do Glory, principal evento do mundo na modalidade. Para o duelo com Galaz, ele chega motivado e com a bagagem de um camp intenso, com a participação inclusive de Felipe Micheletti, campeão dos pesados e um dos atletas a já terem derrotado Ivan Galaz no WGP.

 “A preparação foi a melhor que já fiz, estou na minha melhor fase. Fui treinar com Micheletti, treinei com Salsicha, com o Tebar também. Peguei alguns macetes. Defender o título é uma pressão diferente, responsabilidade maior, muito coisa em jogo. Mas tenho um trabalho de coach mental que me ajuda nessa parte, para minha cabeça ficar tranquila, livre e eu poder desenvolver meu trabalho na hora do vamos ver”, afirma.

 Para muitos atletas a preferência por lutar em casa, ainda mais na primeira defesa de título, é indiscutível. Já na visão de Cesinha é um pouco diferente. Acostumado a atuar em São Paulo, o campeão enxerga com bons olhos a chance de fazer o main event da estreia do WGP no Chile e defender seu título diante de um chileno. Pressão? Para o paulista é pura motivação.

 “Eu acho que é muito bom o desafio da estreia em um país novo, de estar fazendo parte de um evento marcante para o WGP. O fato de lutar fora de casa nem me incomoda porque a torcida não entra no ringue, lá dentro é só eu e ele e tenho certeza que vai dar tudo certo. Quando me ofereceram a luta eu aceitei de primeira, sempre pedi ao WGP para lutar fora de São Paulo e ter a chance de viajar, levar minha família pra me ver lutar. A sensação é de estar em um ambiente novo, mostrar meu trabalho para outras pessoas, então é só motivação. Esse evento tem tudo pra ficar marcado na história do WGP e na minha também”.

 Ciente das dificuldades que vai encontrar, Cesinha tratou de elogiar o rival Galaz, mas não esconde que sabe e guarda muito bem o caminho do triunfo. “Ele é muito experiente, bem rodado, tem bastante luta. Muito esperto, tenho que estar atento o tempo todo para não ser surpreendido. Ele tem um boxe bom, chuta muito bem também, é um atleta completo. Então estou ciente que tenho que ser perfeito para defender meu cinturão e sair com a vitória. O segredo é proteger a base, bater e não apanhar e estar 100% atento o tempo todo”.