faaace

Um dos personagens mais marcantes do WGP Kickboxing está de volta. Ex-campeão dos meio-médios Ravy Brunow retorna, após mais de um ano afastado dos ringues, na categoria de cima, dos super-médios, para participar do Challenger GP da divisão, que acontece no WGP 54, em Santiago, no Chile. O próximo dia 24 de maio marca o retorno de Ravy depois de uma lesão no ombro o tirar de cena logo após ele abrir mão do cinturão até 71,8kg para enfrentar o então campeão na divisão acima Diego Gaúcho. De lá para cá a categoria conheceu um novo campeão, já que Gaúcho já foi derrotado por Jonas Salsicha.

E Ravy agora encara o argentino Guillermo Benitez em uma das semifinais do GP para tentar retomar seu posto. Do outro lado estão o chileno Victor Valenzuela e o uruguaio Diego Falero. A noite conta ainda com a disputa de título dos cruzadores entre Cesinha Almeida e Ivan Galaz.

Baiano de Eunápolis, pequena cidade no estado, Ravy mora há muitos anos em São Paulo e dominou a categoria dos meio-médios do WGP por um longo tempo. No evento ele nunca foi derrotado e defende uma invencibilidade em nove duelos disputados. Na carreira, Ravy soma 70 lutas, com 60 vitórias. A dinastia na categoria dos meio-médios acabou quando ele decidiu buscar desafios maiores na divisão acima, mas uma lesão no ombro quando o duelo com o então campeão DIego Gaúcho já estava marcado iniciou uma fase complicada na vida do baiano.

“A sensação agora é diferente, porque quando larguei meu título eu estava empolgado com a luta contra o Gaúcho. Eu abandonei o cinturão tendo a certeza que ia ganhar na categoria de cima, e aí veio a lesão no ombro e me deixou bem abalado. Fiquei sem meu cinturão e sem a chance de recuperá-lo. Agora eu vou correr atrás para recuperar o tempo perdido”.

E segundo ele a preparação está a mil, mas dessa vez um pouco diferente do que estava habituado para não ser surpreendido com uma nova lesão. “A preparação para essa luta está um pouco diferente. Reduzi os treinos, não estou treinando igual um doido como sempre treinei, um em cima do outro. Estou procurando fazer treinos mais inteligentes, curtos e intensos. Devido as minhas últimas lesões estou mais precavido, mas fazendo tudo que preciso para estar bem no dia da luta”.

Ravy falou ainda sobre outros assuntos, como a decisão de subir de categoria, o tempo parado, a conquista de Salsicha em cima de Gaúcho e chance de atuar fora do Brasil pelo WGP. Confira o bate-papo completo.

Retorno ao WGP
“Voltar ao WGP vai ser ótimo pra mim, eu estava realmente precisando. As pessoas estavam pedindo, meu fãs, meus amigos, todo mundo que gosta de me ver lutar. Nesse tempo eu evolui muito na questão do amadurecimento, nessa luta vou usar mais cabeça e não tanto com o coração como sempre fiz”.

Decisão de subir de categoria
“A decisão de subir foi mais um marketing pessoal mesmo, a luta com Gaúcho era interessante. Com certeza essa não é a minha categoria ideal, em off estou 79kg. Mas quero lutar, quero ganhar o cinturão. Acho que o que pode pegar pra mim é a altura e a força física dos oponentes. Vou fazer meu melhor, não importa o tamanho dos caras, os baixinhos também são brabos (risos)”.

Adversários no GP
“Não conheço nada dos meus adversários, vou passar para os meus treinadores me darem um feedback e é isso. No fundo não importa quem vou enfrentar, qualquer um que sair na mão comigo vai levar um atraso”.

Salsicha vs Gaúcho
“Achei que o Gaúcho poderia ter ido melhor, mas o Salsicha está vindo com a juventude, com vontade de ser campeão. A verdade é que o Gaúcho tomou um pau, mas se a luta fosse comigo teria sido pior ainda pra ele”.

Lutar no Chile
“Lutar fora do país é sempre uma motivação, no Chile vai ser bem legal. É a terceira vez que o WGP sai do país e quero muito ganhar esse GP. Felizmente para mim e infelizmente para o Salsicha esse cinturão vai vir para minha mão”.