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A noite do próximo dia 15 de junho promete grandes emoções. Pela segunda vez em Brasília, desta vez com Guto Inocente liderando o card, o WGP Kickboxing chega a sua edição de número 55 com muitas expectativas. E um dos destaques da noite é a disputa do Challenger GP dos super-leves (até 64,5kg), que define o próximo desafiante do campeão Paulo Tebar. De um lado estarão Tomas Aguirre e Eduardo Borba em um clássico Brasil vs Argentina enquanto do outro o boliviano Ivan Ibarbe encara o mexicano Josue Tuzo. E no duelo entre os dois países rivais em tantos outros esportes, especialmente no futebol, Tomas e Eduardo falaram sobre as expectativas para o duelo e chance de disputar o cinturão do WGP.

Tomas Aguirre, conhecido como Chacal, sempre teve as artes marciais no sangue. Filho de pais caratecas, seus primeiros brinquedos quando ainda era um bebê eram as proteções usadas pelos pais para lutar. Aos sete ele iniciou no karatê, tendo estreado em competições logo em seu primeiro ano de treinos. Não demorou e o kickboxing também entrou na sua vida e desde então não parou mais. Com diversos títulos no kickboxing argentino, Tomas fez sua estreia no WGP na edição 43 e fez jus às expectativas ao bater Nicolas Jara por nocaute ainda no round inicial. Agora, diante de Borba tem a chance de chegar até o cinturão do evento, em seu primeiro duelo no Brasil.

“Estou me sentindo muito entusiasmado com a oportunidade que o WGP está me dando. A preparação está bem forte, intensa e estou pronto para levantar este troféu. Eu realmente não sei muito sobre o meu primeiro adversário, mas estou ciente de que todos os que pisam no ringue vão com a mentalidade vencedora. Sei que ele é forte e está fazendo de tudo para ganhar também e isso é mais uma razão para chegar no meu melhor e dar tudo de mim”, afirma o lutador que carrega o apelido Chacal pela referência ao animal, um mamífero da espécie do lobo, mas um pouco menor, conhecido por dar o bote na hora certa, quando a presa menos espera.

Do outro lado do ringue estará um atleta bem mais experiente, mas com a mesma fome de vitória. Aos 35 anos, Eduardo Borba é um veterano do esporte e nome muito conhecido no cenário nacional. Natural de São Paulo, mas radicado em Guarapuava sob a batuta do lendário Deucélio Rodrigues, Borba fez a primeira participação no WGP na edição 26 e soma cinco lutas no evento. Apesar dos dois reveses iniciais, Borba engatou uma boa sequência de três vitórias consecutivas na organização. Ele sabe que o Challenger GP é a chance da sua vida e promete não desperdiça-la.

“Preparação se intensificou bastante depois que fechamos a luta, meu mestre montou a estratégia e estamos trabalhando forte em cima. Muito bom estar no WGP, já é uma coisa incrível, agora lutar o Challenger é um sonho. Sinto que essa é a chance da minha vida, de chegar e de repente um cinturão, então vou com tudo. Sobre meu primeiro adversário sei que ele é novo, mas tem um futuro promissor. Porém é só não deixar ele encurtar que eu ganho a luta”, afirma o lutador que soma um cartel de 66 lutas e 52 vitórias.