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Atrações não faltam na segunda edição do WGP Kickboxing em Brasília. Na noite deste sábado, dia 15 de junho, a capital federal vai tremer com um card daqueles. O show de número 55 tem Guto Inocente colocando o título em jogo, o retorno de Emerson Falcão e um Challenger GP que vem dando o que falar. Com um representante de cada país o novo desafiante dos super-leves será conhecido. E a segunda semifinal teve uma mudança significativa às vésperas do evento. O boliviano Renzo Martinez substitui o companheiro de treino lesionado Ivan Ibarbe e encara o mexicano Josue Tuzo. E os dois falaram sobre as expectativas para o duelo. Já do outro lado estão o brasileiro Eduardo Borba e o argentino Tomas Aguirre.

Aos 21 anos, Renzo já tem bastante história no WGP. Melhor a cada atuação, ele já é tido como um dos principais nomes da categoria dos leves. Depois de bater na trave da disputa de título em seu último duelo diante de Leo Corrales e de não conseguir a vitória diante de Fabrício Zaccarias, em seu penúltimo duelo, por não bater o peso, o boliviano viu uma grande oportunidade se abrir. Com a lesão de seu companheiro Ivan Ibarbe, Renzo sobe de categoria para substituí-lo no GP do WGP 55.  A decisão foi tomada pela dificuldade de Renzo em bater o peso limite dos Leves em suas duas últimas lutas e a vontade do atleta em subir de categoria. Com apenas 21 anos, é uma tendência natural a dificuldade de Renzo em bater o peso, devido a evolução natural de seu corpo.

“Para nós, que somos guerreiros, só conseguimos enxergar uma grande oportunidade. Eu tenho treinado duro e estou muito feliz por ter esta oportunidade. Algo me diz que vamos fazer história no próximo sábado. Em relação às diferenças das categorias acho que vou me sentir mais forte.  Gosto muito de novos desafios. O que tenho como certeza é que prefiro deixar o ringue morto do que ser um covarde e recusar uma chance dessa”, afirma.

E o lutador, que soma oito vitórias em 14 lutas profissionais, falou também sobre os demais participantes do GP. “ A verdade é que conheço muito pouco os demais participantes, o que mais conheço é o Borba, que já vi atuando no WGP em outras oportunidade. Mas eu sei que eles são fortes lutadores. Fiquem ligados, porque esse boliviano aqui não vai só para participar, mas sim em busca de vitória”, garante.

Josue Tuzo é mais um caso de lutadores que tiveram as artes marciais no sangue desde que nasceram. Filho de lutador, ele iniciou no kickboxing bem novo, aos 5 anos de idade, através do pai que sempre foi seu treinador. A primeira competição veio aos 12 anos e desde então ele não parou mais. Hoje Tuzo concilia os treinos com as aulas de exercícios funcionais e garante que sua inspiração para lutar veio de nomes como o canadense Simon Marcus, o thailandes Ajahn Suchart e o francês Elias Mahmoudi. No WGP chega recheado de expectativas.

“A preparação tem sido muito forte. Muita dedicação em cada treino e principalmente muita paixão. Mudei algumas táticas para essa luta e sinto-me muito entusiasmado com a oportunidade que o WGP me deu de participar deste GP. Vou para ser campeão e disputar o cinturão”, afirma.

O apelido Tuzo veio graças a sua paixão pelo time de futebol mexicano Pachuca. Com tanto envolvimento com a torcida acabou agregando a forma com os torcedores do time são chamados (“Los Tuzos del Pachuca”) a seu nome. Com títulos importantes no cenário da América Central, Tuzo vai fazer sua estreia em território brasileiro. Aos 22 anos ele ainda está invicto na carreira com 100% de aproveitamento em cinco lutas disputadas.

“Eu nunca lutei no brasil e para mim é uma ótima oportunidade para representar meu país fora de casa. Eu realmente não sei muito sobre os meus adversários, mas estou ciente de que todos que pisam no ringue vão com a mentalidade vencedora, de modo que ele é forte e está fazendo de tudo para ganhar e isso só me motiva mais”, garante.